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  • Posse: 10/09/2004 - (3º ocupante)
  • Fundador: Benevides Beraldo
  • Patrono: Pe Belchior de Pontes
  • Antecessor: João Carvalhal Ribas

Acadêmico

 

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JOSÉ RENATO NALINI - Nasceu em Jundiaí, no dia 24.12.1945.

 

Formação:

Desde criança dizia que ia ser professor.

Estudou em escolas católicas: Escola Paroquial "Francisco Telles" e depois Ginásio e Colégio Divino Salvador, dos Padres Salvatorianos.

Direito na PUC-Campinas, de 1966 a 1970.

Sua diversão sempre foi ler. Ganhava da mãe um livro a cada mês que trouxesse uma boa classificação na classe.

Trabalhou desde cedo, primeiro com o pai, Baptista Nalini, que possuía uma oficina de marcenaria e depois no Banco Mercantil, nas Indústrias Andrade Latorre e na Companhia Paulista de Estradas de Ferro, como praticante de escriturário, a partir de 1964.

Em 1961, por ocasião do Jubileu Áureo de Vida Sacerdotal de seu tio, Monsenhor Venerando Nalini, foi até o jornal "O Jundiaiense", solicitar a inserção de uma notícia. O redator-chefe, Waldemar Gonçalves, pediu a ele que a redigisse. Passou então a atuar nos jornais de sua cidade, onde permanece até hoje. É jornalista profissional.

 

 Atividades:

Foi Secretário do Prefeito Walmor Barbosa Martins, em Jundiaí, de 1969 a 1972, em várias funções.

Ingressou no Ministério Público em 1973, servindo em Votuporanga, Itu, São Paulo e Ubatuba.

Prestou outro concurso Público em ingressou na Magistratura em 1976, atuando em Barretos, Monte Azul Paulista, Itu, Jundiaí e São Paulo.

Foi Juiz Assessor do Corregedor Geral da Justiça Des. Sylvio do Amaral e da Presidência do TJSP, gestões Nereu César de Moraes e Aniceto Lopes Aliende.

A partir de 1990 passou a atuar na segunda instância, no TJSP.

Em 1993 foi promovido ao Tribunal de Alçada Criminal, que chegou a presidir em 2003-2004, depois de ter sido Vice-Presidente.

No TJSP integrou a Câmara Reservada ao Meio Ambiente desde sua criação, presidiu concursos de ingresso à Magistratura e para outorga de delegações extrajudiciais.

Foi eleito Corregedor Geral da Justiça em 2011, para a gestão 2012-2013 e encerra sua carreira na Magistratura como Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na gestão 2014-2015.

É docente desde 1969, tendo iniciado no Instituto de Educação Experimental de Jundiaí e lecionado em inúmeras Faculdades de Direito, Educação Física e Engenharia.

Autor de duas dezenas de livros, notadamente no campo da ética e da formação de Magistrados.

Atualmente, 2017, é Secretário de Educação do Governo de São Paulo.

Acadêmico anterior


Posse: 06/11/1987 -  (2º ocupante)


João Carvalhal Ribas(1914-2000)João Carvalhal Ribas nasceu, em 2 de fevereiro de 1914, na cidade de Santos, litoral paulista. Era filho de Leôncio Ribas e Maria José Carvalhal Ribas.

De origem humilde lutou, desde cedo, pela sua própria subsistência. Estudou no Ginásio Luso-Brasileiro e ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), diplomando-se em 1938. Teve grande participação da vida acadêmica, pertencendo a Liga de Combate à Sífilis. Fazia palestras de divulgação científica, bom como integrou as atividades do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz.

Especializou-se em psiquiatria, sendo um dos mais notáveis de sua contemporaneidade. Contudo, foram de seu interesse também o estudo da filosofia, religião, sociologia e arte, proporcionando-lhe notável erudição.

João Carvalhal Ribas foi o responsável pela inserção da disciplina de psiquiatria infantil na Divisão de Psiquiatria do Departamento de Neuropsiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Em sua tese Nas Fronteiras da Demonologia e da Psiquiatria evidenciou a importância da pesquisa e das diferentes abordagens da complexidade do ser humano.

Gostava de realizar encontros em sua biblioteca e sempre convidava personalidades para discorrer sobre os mais variados temas. Foi também um dos fundadores da Revista de Psiquiatria Clínica.

João Carvalhal Ribas lecionou na FMUSP e na Escola Paulista de Medicina (EPM), hoje, Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), galgando a condição de livre-docente em ambas. Ademais, foi professor titular de psicologia médica e psiquiatria da Faculdade de Medicina de Santos.

Pertenceu a diversas entidades do Brasil e do exterior, dentre as quais salientam-se: Academia de Medicina de São Paulo, Academia Nacional de Medicina e Sociedade Brasileira de Escritores Médicos (Sbem), hoje, Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames), sendo o segundo presidente (1973-1974) da Regional do Estado de São Paulo, seccional fundada em 28 de dezembro de 1971; e Academia Cristã de Letras, sendo o segundo ocupante da cadeira no 8, sob a patronímica do Padre Belchior de Pontes. São de sua lavra as obras: Cinema e Saúde Mental (1956); Música e Medicina (2a edição, 1957); e Aspectos Psiquiátricos da Intoxicação Anfetamínica (1962).

João Carvalhal Ribas foi casado com Yone Carvalhal Ribas e faleceu em 31 de julho de 2000, aos 86 anos. É mencionado com destaque e reverência na história da psiquiatria brasileira.


Texto feito pelo acadêmico Helio Begliomini, segundo ocupante da cadeira no 10 da Academia Cristã de Letras, tendo por patronesse Marie Barbe Antoinette Rutgeerts van Langendonck.
A foto e alguns dados foram obtidos do livro “Galeria dos Presidentes da Regional São Paulo da Sobrames”, de Luiz Alberto Fernandes Soares (Ediame, Porto Alegre, 2000).

Fundador


Posse: 01/12/1967 - (1º ocupante)


Benevides BeraldoNatural de Amparo, passou a residir em Itapecerica da Serra e atuou de forma intensa na recuperação da história de sua cidade de adoção.

Publicou inúmeros artigos no jornal local durante trinta anos: de 1956 até 1986, quando faleceu.

Seu nome foi atribuído a uma Escola Estadual, hoje localizada à rua Silvio Ferreira Domingues, 160, Jardim Palmeiras.

Sua esposa Leonor e Benevides Beraldo emprestam o seu nome ao museu localizado em São Lourenço da Serra, à rua Roberto Sadlo Daher, 450. O município tem tradição histórica e registra a presença de índios, jesuítas e tropeiros. O museu preserva acervo com obras de arte, notadamente de arte sacra.

Benevides Beraldo foi o segundo presidente da insigne Academia Cristã de Letras, dedicando-se a essa função de 1967 a 1973.

 

Patrono

 

Padre Belchior de Pontes(1644-1719)Personagem legendária na História de São Paulo, o Padre BELCHIOR DE PONTES nasceu em 6.12.1644 e faleceu em 22.9.1719.

É considerado o fundador de Itapecerica da Serra.

Narra a tradição que desde criança era devoto de Nossa Senhora, a quem o menino de 6 anos postulou a cura de sua mãe. Após rezarem na Capela de Pinheiros, fundada por São José de Anchieta sob a invocação de Nossa Senhora do Monte Serrate, ao chegarem ao médico este duvidou de que ela tivesse estado enferma. Inspirado pela vida de São Francisco Xavier no Oriente e de São José de Anchieta e João de Almeida em São Paulo, ingressou na Companhia de Jesus e fez noviciado na Bahia. Ordenado sacerdote, vem a São Paulo em missão.

Trabalhou por quatro décadas em Itaquaquecetuba, São José dos Campos, Jacareí, Nazaré, Araçariguama, Barueri, Itapecerica. Peregrino, percorreu Itu, Guaratinguetá, Taubaté, os sertões das Minas Gerais, Paranaguá e Curitiba.

Sobre sua evangelização, disse o Padre Joseph Troyano, da Congregação do Oratório e Qualificador do Santo Ofício: "As obras do Padre Belchior de Pontes, que, escapando ao seu recato, chegaram à nossa notícia, parecendo ordinária não deixam de ser heroicas; e bem podemos dizer delas, o que das de Moisés disseram os Magos ao Faraó: Digitus Dei est hic (Exodus, 8, 19) .

Foi modelo de pureza e nada lhe parecia excessivo quando se tratava de conservar a virtude angélica. A ele atribui-se o dom da predição e até a taumaturgia. Era respeitado por crentes e por incréus. Ante à sua chegada a maledicência se calava, por natural respeito devotado a um homem de Deus.

Já entrava nos 73 anos quando recebeu a incumbência de atuar na Fazenda de Araçariguama, onde permaneceu por dois anos, embora enfermo. Anunciou sua morte para uma sexta-feira, às quinze horas. Na quinta-feira recebeu a Unção e o Viático. Instruiu o Padre Simão Álvares a oficiar a Missa dos agonizantes e que na hora derradeira rezasse a oração de Santo Anselmo e lesse a Paixão de Cristo. Dissuadiu os religiosos de assisti-lo durante a noite, sob argumento de que só morreria às 15 horas. E assim aconteceu, entregando sua alma ao Senhor, pronunciando os nomes de Jesus e Maria.

Muitos prodígios ocorreram após sua morte. Embu ainda conserva a igrejinha por ele construída, precioso monumento da piedade antiga do povo de Piratininga.

Discurso de recepção

Discurso de recepção - Cadeira nº 08

Discurso de posse

Discurso de posse - Cadeira nº 08