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  • Posse: 08/08/2013 - (4º ocupante)
  • Fundador: José Flávio Malheiros Leite
  • Patrono: Castro Alves
  • Antecessor: Luiz Wanderley Torres, Mário Chamie

Acadêmico

 

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RAQUEL MARIA CARVALHO NAVEIRA - Nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no dia 23 de setembro de 1957, filha de um oficial do exército, Adahil Pereira da Silva e de Marlene Carvalho. Foi criada com imenso carinho pelos avós maternos, José Dias de Carvalho, o português Carvalhinho e Emília.

 

Escritora, comunicadora, conferencista, militante cultural, pesquisadora e professora.

 

Formação:

Formada em Letras,na FUCMT

É formada em Direito e Letras pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB/MS), onde exerceu o magistério superior, desde 1987 até 2006, quando se aposentou.

Mestre em Comunicação e Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP).

Doutora em Língua e Literatura Francesas pela Universidade de Nancy, França.

Apresentadora do programa literário “Prosa e Verso” pela TV UCDB (2000-2006) 

“Flores e Livros” pela UP TV e pela ORKUT TV.

 

Pertence à:

Academia Sul-Mato-Grossense de Letras;

Academia Cristã de Letras de São Paulo;

Academia Paulista Evangélica de Letras de São Paulo;

Pen Clube do Brasil.

 

Atividades:

Diretora da União Brasileira de Escritores/Seção SP.

É palestrante, dá cursos de Pós-Graduação e oficinas literárias.

É colaboradora do Portal Top Vitrine desde abril de 2014.

 

Publicações:

Escreveu vários livros, entre eles:

Abadia (poemas, editora Imago,1996)

Casa de Tecla (poemas, editora Escrituras, 1999), finalistas do Prêmio Jabuti de Poesia, da CBL.

Ensaios Literatura e Drogas - e Outros Ensaios (Nova Razão Cultural, 2007);

Crônicas Caminhos de Bicicleta (Miró, 2010)

Poemas Sangue Português: raízes, formação e lusofonia (Arte&Ciência, 2012). 

 

Sobre Raquel Navieira:

Passou a infância, até os doze anos de idade, em São Paulo, num casarão antigo da Vila Mariana.
Estudou no Madre Cabrini e no Liceu Pasteur. As lembranças de cantar a Marselhesa e hastear lado a lado as bandeiras do Brasil e da França fizeram da França sua segunda pátria: a pátria da alma, da poesia, do amor perdido em redemoinhos de folhas à beira do Sena.

A família voltou a Campo Grande. Seu avô possuía um sítio chamado “Primavera”, que marcou profundamente sua infância: as flores nas cercas, a casa simples com fogão a lenha, as melancias pelo caminho que levava ao córrego.
Estudou então no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Sempre gostou do ambiente de estudo, dos colegas e professores, das festas, das peças de teatro.

Aos quinze anos, passou a dar aulas de francês na Aliança Francesa, dirigida pela professora Glorinha, Maria da Glória Sá Rosa, sua mestra e modelo.
Aos dezoito, já estava no Colégio Auxiliadora, onde ficou por onze anos, dando início à sua saga no Magistério. Paralelamente, fez o curso de Direito na antiga FUCMT, hoje UCDB (Universidade Católica Dom Bosco).
Casou-se aos vinte anos com seu colega Adhemar Portocarrero Naveira, companheiro da juventude e de todos os momentos e tiveram três filhos: Augusto, Otávio e Letícia.

Hoje são avós de Maria Augusta e de Maria Eduarda. Formou-se depois em Letras, ainda na FUCMT e começou a dar aulas no Departamento de Letras, onde permaneceu por dezenove anos.
Além de dar aulas de várias disciplinas, trabalhou na editora UCDB como revisora e apresentou e produziu por seis anos o programa “Prosa e Verso”, na TV UCDB, canal universitário, entrevistando vários escritores como Adélia Prado, Zuenir Ventura e Ignácio Loyola Brandão, entre outros.

Durante trinta anos, escreveu no jornal “Correio do Estado”: crônicas, ensaios, poemas, sempre crendo no poder de uma palavra solidária e fraterna.

Aos quarenta e oito anos, logo após sua aposentadoria, recebeu um convite para dar aulas no Rio de Janeiro, na Universidade Santa Úrsula. Seu desejo de ampliar horizontes, de conhecer novas pessoas, principalmente aquelas do meio literário a que pertencia de forma espiritual, era muito grande e aceitou o desafio. Sua visão de mundo mudou completamente: viver no Rio é conhecer a realidade brasileira com toda sua dor e delícia. Após dois anos, a família mudou para São Paulo.

Deu aulas de Pós-Graduação em Universidades e aparelhos culturais como Casa das Rosas e Casa Guilherme de Almeida.

Participou da diretoria da UBE (União Brasileira de Escritores, seção São Paulo).

Leitora apaixonada, dedicou-se ao jornalismo e ao magistério.

Quando publicou de forma independente seu primeiro livro, aos 31 anos, já tinha um público leitor formado. Tornou-se uma missivista. Espalhou cartas e livros pelo Brasil e pelo mundo. Enviou seu trabalho a centenas de pessoas: amigos, jornalistas, professores, instituições. Colheu uma respeitável fortuna crítica. Passou depois a viajar, fez o Mestrado em Comunicação e Letras na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo, visitou Bienais do Livro, frequentou palestras de escritores.

Em seu primeiro livro de poemas, o Via Sacra, já estavam suas principais temáticas: a terra, o autoconhecimento, o fazer poético, a natureza, o amor e a morte, o cristianismo, a mitologia greco-romana. O livro recebeu crítica favorável no jornal Verve, do Rio de Janeiro, dirigido na época por Ricardo Oiticica.

Em 1990, publicou Fonte Luminosa, em São Paulo, com Massao Ohno, editor de poesia e arte. Fonte Luminosa é uma referência à fonte da praça da 14 e ao próprio Deus, pois o poeta é astro iluminado.

Em 1991, veio Nunca-te-vi, poesia, pela editora Estação Liberdade, de São Paulo. Nunca-te-vi é o nome de um bairro de Bela Vista, cidade que faz fronteira com o Paraguai, outro tema de sua poesia: a alma na fronteira.

Em 1992, pela mesma editora, o primeiro livro de ensaios, Fiandeira, que fala sobre a gênese da poesia, um livro generoso, inspirado na Filosofia da Composição de Edgar Alan Poe, quando explica a composição do poema “O Corvo”.

Em 1993, o primeiro romanceiro épico, Guerra entre Irmãos- poemas inspirados na Guerra do Paraguai, livro que teve uma enorme repercussão, sendo citado por Gilberto Cotrim em livro sobre a história do Brasil.

Em 1994, pela editora paulista Scortecci, o segundo romanceiro: Sob os cedros do Senhor- poemas inspirados na imigração árabe e armênia em Mato Grosso do Sul. Esse livro foi citado por Ana Miranda nas referências de seu livro Amrik, virou espetáculo de dança, rendeu-lhe homenagem em forma de troféu oferecido pelo Clube Libanês de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Em 1995, o livro de poemas Abadia, editado no Rio de Janeiro pela Imago, ganhou a primeira indicação ao prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro.

Em 1996, a primeira novela lírico-bíblica, Mulher Samaritana, publicada pela editora Santuário e seguida por Maria Madalena e Rute e a sogra Noemi.

Em 1996, Caraguatá- poemas inspirados na Guerra do Contestado, publicado pela Fundação Cultural R. Sovierzoski, de Dourados, livro que se transformou num curta-metragem, Cobrindo o Céu de Sombra, do cineasta Célio Grandes. O infanto-juvenil, Pele de Jambo, foi publicado em 1996, pela RHJ de Belo Horizonte e conta a história de Rutinha, uma menina que vive entre dois mundos opostos: São Paulo e Mato Grosso.

O livro de ensaios O Arado e a Estrela foi publicado em 1997, pela editora UCDB.

Em 1997, participou do livro Intimidades Transvistas, publicado pela editora Escrituras de São Paulo, poemas ilustrando os quadros do artista plástico Valdir Rocha, ao lado de outros poetas como Renata Pallottini, Eunice Arruda, Jorge Mautner e Ives Gandra Martins.

Em 1998, Casa de Tecla, poemas ilustrados por Ana Zahran e finalista do prêmio Jabuti.

Em 1999, o livro de poemas Senhora ganhou o prêmio Henriqueta Lisboa, da Academia Mineira de Letras.

Em 2001, no livro Stella Maia- e outros poemas, da editora UCDB, conta em versos a conquista do México pelos espanhóis.

Também em 2001, Xilogravuras, de Valdir Rocha, ao lado de Eunice Arruda, Álvaro Alves de Faria, Celso de Alencar, com prefácio de Nelly Novaes Coelho.

Casa e Castelo, em 2002, reuniu os poemas de Casa de Tecla e Senhora.

Em 2004, Tecelã de Tramas- ensaios sobre interdisciplinaridade, editora UCDB, revela a união entre a poeta e a professora.

Em 2006, Portão de Ferro, poemas, pela Escrituras e em

2007, Literatura e Drogas- e outros ensaios, pela Nova Razão Cultural do Rio de Janeiro.

Em 2010, Caminhos de Bicicleta, crônicas, editora Miró.

Em 2012, o épico Sangue Português: raízes, formação e lusofonia, pela editora Arte&Ciência, a coleção infantil Guto e os Bichinhos e o romance Álbuns da Lusitânia pela editora Alvorada.

Em 2013, Quarto de Artista, prêmio “Alejandro Cabassa da UBE/RJ”.

Em 2014, mais um infantil: Dora, a menina escritora (Campo Grande: Alvorada).