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  • Posse: 06/11/2003 - (3º ocupante)
  • Fundador: Gastão Pereira da Silva
  • Patrono: Sigmund Freud
  • Antecessor: Divaldo Gaspar de Freitas

Acadêmico

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OZIRES SILVA - Nascido em Bauru em 8 de janeiro de 1931, Casado com Therezinha de Jesus.

 

Formação:

Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

 

Atividades:

É oficial reformado da Aeronáutica.

Destaca-se por sua contribuição no desenvolvimento da indústria aeronáutica brasileira.

 Liderou a equipe que projetou e construiu o avião Bandeirante.

Também em 1970 o grupo que promoveu a criação da Embraer (uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo) da qual foi um dos fundadores e primeiro presidente. Contribuiu para o desenvolvimento da aviação brasileira e é responsável pelo reconhecimento internacional da Embraer.

Deu início à produção industrial de aviões no Brasil. Presidiu a empresa até 1986, quando aceitou o desafio de ser presidente da Petrobras, onde atuou até 1989. Em 1990, assumiu o Ministério da Infraestrutura e, em 1991, retornou à Embraer, desempenhando um papel importante na condução do processo de privatização da empresa, concluído em 1994.

Foi presidente da Varig por três anos (2000-2003)

Criou em 2003 a Pele Nova Biotecnologia, primeiro fruto da Academia Brasileira de Estudos Avançados, empresa focada em saúde humana cuja missão é a pesquisa, desenvolvimento e produção de tecnologias inovadoras na área de regeneração e engenharia tecidual.

Foi também reitor da Unisa e da Unimonte, onde continua seu trabalho de educação.

 

Obras publicadas:

A Decolagem de um Sonho: História da Criação da Embraer. Lemos Editorial, 1998;

Cartas a um Jovem Empreendedor. Elsevier, 2006;

Nas Asas da Educação: A trajetória da Embraer. Elsevier, 2008;

A Decolagem de um Grande Sonho. Elsevier Editora, 2008;

Etanol: A revolução Verde e Amarela. 2008

Ao completar 80 anos, em 2011, Ozires, a Assenag lançou o livro Ozires Silva – um líder da inovação, de autoria de Décio Sischetti, com pesquisa de Renato Senis Cardoso.

 

Prêmios:

Recebeu diversas condecorações e homenagens no Brasil e no Exterior, entre as quais:

A exposição Sonhos e Ousadia, pela Embraer;

Mestre em Ciências Aeronáuticas

Medalha Lumni Award pelo Califórnia Institute of Tecnology.

Foi incluído no Hall of Fame da Smithsonian Institution e no World Trade Hall of Fame da World Trade Association de Los Angeles.

 

(Fonte: Archimedes Azevedo Raia Jr.)

 

Acadêmico anterior


Posse: 01/06/1989 - (2º ocupante)


Divaldo Gaspar de Freitas(1912-2003)Divaldo Gaspar de Freitas nasceu em São Carlos (SP), aos 20 de setembro de 1912, sendo o quinto filho de 10 irmãos. Foram seus pais o comerciante português Antônio Gaspar de Freitas e de Clara Vollet. Ainda enquanto criança, a família veio se estabelecer na capital paulista, cidade onde cursou o primário.

Posteriormente, a família emigrou para Cantanhede, no distrito de Coimbra, Portugal. Aí, passou a frequentar o Liceu de Coimbra e ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, graduando-se em 1938. Desse período recebeu influência para a divulgação do famoso “Grito Acadêmico”, da Frente Republicana Acadêmica Anti-Getúlio.

Após sua formatura regressou ao Brasil e se casou, em 1941, com Adelaide Fortunato, conterrânea que conhecera em Coimbra. Desse matrimônio tiveram dois filhos: Héldio Fortunato Gaspar de Freitas, médico, e Maria Clara de Freitas Bertolini, pedagoga, bem como, quatro netos, sendo dois médicos.

Divaldo Gaspar de Freitas iniciou sua atividade profissional como regente de medicina legal, em São Paulo, e trabalhou com médico no Hospital da Beneficência Portuguesa.
Em 1941, tornou-se diretor-secretário do Laboratório Clímax S.A, indústria farmacêutica, função que manteve até 1974. Tinha afeição pela história da medicina e a estudou minuciosamente, tendo escrito centenas de trabalhos para revistas, jornais, bem como serviu de base para a ministração de aulas em cursos, conferências em congressos, participando tanto no Brasil como no exterior.

Investigou, paralelamente, temas da história de Portugal e do Brasil, que o levou a publicar as obras: Principais Datas e Fatos da História do Brasil (1946) e A Vida e as Obras de Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1967). Outro livro de sua lavra intitulou-se Emudecem Rouxinóis do Mondego (1972). Ademais, proferiu, em julho de 1988, uma notável conferência na Universidade de Coimbra, sobre as origens hilarianas da canção de Coimbra, concluindo que Augusto Hilário da Costa Alves (1864-1896), mais conhecido por Hilário, intérprete português da canção de Coimbra, não poderia ter cantado o Fado Hilário Moderno, mas sim, o Fado Serenata do Hilário.

Divaldo Gaspar de Freitas pertenceu a diversas entidades, dentre as quais, a Sociedade Brasileira de Escritores Médicos (Sbem), hoje, Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames), tendo sido um dos fundadores da regional paulista em 29 de dezembro de 1971, e atuado em diretorias da entidade; e primeiro ocupante da cadeira no 15 da ínclita Academia Paulista de História, tendo por patrono Serafim Soares Leite (1890-1969), padre jesuíta português, além de poeta, escritor e historiador, que viveu muitos anos no Brasil.

Divaldo Gaspar de Freitas ingressou, em 1º de junho de 1989, como segundo ocupante da veneranda Academia Cristã de Letras, tendo por patrono Sigmund Freud (1856-1939). Faleceu em 2003, nonagenário.


 Texto feito pelo acadêmico Helio Begliomini, segundo ocupante da cadeira no 10 da Academia Cristã de Letras, tendo por patronesse Marie Barbe Antoinette Rutgeerts van Langendonck.

Fundador


Posse: 28/06/1974 - (1º ocupante)


gastao pereira da silva a9d5b(1897-1987)Jornalista, médico, psicanalista, pesquisador e escritor. Nasceu em São José do Norte, RS, em 17 de Novembro de 1897. Médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Médico no interior do RS. Médico psicanalista no Rio de Janeiro. Biógrafo, novelista, tradutor e teatrólogo. Foi o primeiro e o maior divulgador da Psicanálise de Sigmund Freud no Brasil.

Foi um dos primeiros psicanalistas do Rio de Janeiro, que inicia sua prática nos anos 30, e como dizia: ter praticado "medicina em lombo de burro" no interior antes de interessar-se pela Psicanálise no final dos anos 20.

Notabilizou-se como combativo crítico das normas e regulações da formação de psicanalista preconizadas pela International Psycoanalytic Association (IPA), por julgá-las elitistas e por ser peremptoriamente a favor da análise leiga. Além de lutar para tornar o debate sobre a psicanálise um tema mais acessível ao público leigo, foi um crítico severo das normas elitistas da formação em psicanálise.

Além da sua atuação na imprensa, com passagens pelas revistas (Carioca, Vamos Ler, Dom Casmurro e Seleções Sexuais), Dr. Gastão atuou como médico, psicanalista, escritor, pesquisador e jornalista. Escreveu mais de 50 livros, escritos de modo a tornar a leitura de seus pressupostos teóricos acessível ao leitor leigo, como radialista criou programas de radio-Teatro e radionovela na Rádio Nacional, tornando-se um nome de referência na introdução da psicanálise no dia a dia de nossa população urbana. Defensor da liberdade de imprensa e dos direitos humanos, foi sócio e Conselheiro da ABI - Associação Brasileira de Imprensa e membro titular da Sociedade Brasileira de Criminologia (SBC).

De suas iniciativas, o Dr. Gastão Pereira da Silva ainda criou, em 1955, um curso de Introdução à Psicanálise por correspondência que se destinava a divulgação da teoria freudiana sem qualquer caráter médico ou terapêutico. Utilizou os Correios como meio de divulgação da psicanálise respondendo inúmeras cartas daqueles que tomavam conhecimento, que ele responderia às suas dúvidas. Dedicou-se a clínica psicanalítica em consultório particular desde os anos 30 até a década de 70.

Sua trajetória se trama com o discurso planejado como andamento da prática social e de uma biografia constituída pela herança dos ideais iluministas (da desigualdade entre os homens...) da emancipação do sujeito, do projeto de universalização dos saberes, do acesso aos avanços da ciência sob a égide da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Esse trinômio o levou a tomar para si a divulgação da psicanálise como projeto fundamentado nos ideais libertários da modernidade.
Preferindo os meios de comunicação, isto é, jornal, rádio e revista à academia, transformou-se num dos maiores divulgadores da psicanálise. Com o intuito explícito de tornar a doutrina freudiana acessível ao leitor comum publicou, em 1931, o livro (Para compreender Freud). Esse seu primeiro livro, teve várias edições.

Dentre suas obras, temos:Educação Sexual da Criança, Lenine e a Psicanálise, Crime e Psicanálise, Neurose do Coração, A Psicanálise em Doze Lições, Conhece-te pelos Sonhos, O Drama Sexual dos Nossos Filhos, Vícios da Imaginação (primeiro publicado pela José Olympio, em 1939, terá seis edições até 1956 , A Psicnálise em 12 lições, etc.
Além dos livros, Gastão manteve intensa atividade na imprensa escrita. Em 1934, criou na revista Carioca a coluna Psicanálise dos sonhos, ilustrada por uma fotografia de Freud (que dá origem ao livro Conhece-te pelos sonhos). Na revista, (Vamos Ler), manteve uma coluna intitulada Página das mães.

Colaborou na (Revista Seleções Sexuais), com a seção "Confidências". Ainda nos anos 30, manteve durante três anos o (programa No mundo dos sonhos), na Radio Nacional, no qual, segundo suas palavras, "radiofonizava os sonhos (enviados pelos ouvintes)", como se fossem pequeninas histórias, em sketchs, interpretadas pelo cast do rádio-teatro daquela emissora. No mesmo período, começou a escrever radionovelas de cunho psicanalítico e em sua autobiografia, lista 44 títulos de sua autoria que foram ao ar.


(Fonte: Artigonal).

Patrono

Sigmund Freud(1856-1939)Sigmund Freud, mais conhecido simplesmente por Freud, nasceu aos 6 de maio de 1856, na cidade de Freiberg na Morávia, hoje República Checa. Era filho do comerciante Jacob Freud e de sua segunda esposa, bem mais jovem, chamada Amália Nathanson. Com quatro anos de idade, mudou-se com sua família para Viena.

Graduado na Universidade de Viena decidiu, inicialmente, pelo campo da filosofia, aliás, muito útil na estruturação futura de sua produção intelectual.

Em 1873, foi aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Viena, onde gostava de pesquisar no laboratório de neurofisiologia. Graduou-se, em 1882, e ingressou no Hospital Geral de Viena. Trabalhou com o renomado neurologista e psiquiatra francês Jean-Martin Charcot (1825-1893), que lhe mostrou o uso da hipnose, contudo, não o satisfez.

Freud, em contrapartida, desenvolveu o que é um dos alicerces da técnica psicanalítica: a livre associação. Contudo, mesmo tendo dificuldades de ser reconhecido no meio acadêmico, conseguiu reunir um grupo que deu origem à Sociedade Psicanalítica de Viena, em 1908. Aliás, é considerado o fundador ou o pai da psicanálise, deixando o grande legado que foi a descoberta do inconsciente.

Freud casou-se com Martha Bernays em 14 de setembro de 1886, conúbio que lhes deram seis filhos. Ana, a caçula, tornar-se-ia sua discípula e porta-voz, além de uma eminente psicanalista.

Por ser de origem judia, durante o nazismo, Freud, teve que fugir para a Inglaterra, porém, quatro de suas irmãs não tiveram a mesma sorte e acabaram mortas em um campo de concentração.

Sigmund Freud foi vítima de câncer da mandíbula e, depois de ter sido submetido a 33 cirurgias, faleceu em 23 de setembro de 1939, contando com 83 anos.

São de sua lavra as obras: A Interpretação dos Sonhos (1a e 2a partes, 1900); Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana (1901); Um Caso de Histeria (1901); Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905); Os Chistes e sua Relação com o Inconsciente (1905); Cinco Lições de Psicanálise (1910); Leonardo da Vinci (1910); O Caso Schereber (1911); Totem e Tabu, Alguns Pontos de Concordância Entre a Vida Mental dos Selvagens e dos Neuróticos (1913); Além do Princípio do Prazer (1920); O Ego e o ID (1923); O Futuro de uma Ilusão (1927); O Mal-Estar na Civilização (1930); Moisés e o Monoteísmo (1939); e Esboço de Psicanálise (1940).


 Texto feito pelo acadêmico Helio Begliomini, segundo ocupante da cadeira no 10 da Academia Cristã de Letras, tendo por patronesse Marie Barbe Antoinette Rutgeerts van Langendonck.

Discurso de recepção

 Discurso de recepção - Cadeira nº 21

Discurso de posse

Discurso de posse - Cadeira nº 21