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  • Posse: 23/3/2000 - (2º ocupante)
  • Fundador: Tácito Remi de Macedo van Langendonck
  • Patrono: Marie Barbe Antoinette Rutgeerts van Langendonck
  • Antecessor: Tácito Remi van Langendonck

Acadêmico

 

10 Helio Begliomini 07253

HELIO BEGLIOMINI - nasceu em São Paulo, no dia 21 de março de 1955. É filho de Alfio e Olga Begliomini. É casado com Aida Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini e tem três filhos: Enrico, Bruno e Giovanna; e dois netos: Lorenzo e Paola.

 

Formação:

Graduou-se em 1978 na Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP) e se especializou em urologia no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo (HSPE, 1979-1982).

Serviu o Exército Brasileiro, obtendo a patente de 1º tenente médico.

Pós-graduou-se na Universidade Federal de São Paulo (1982-1984), galgando o título de “mestre em urologia”, e fez estágio de aperfeiçoamente na Austrália (1986).

 

É membro de 49 entidades científicas, culturais, literárias e filantrópicas, tendo como exemplos:

Sociedade Brasileira de Urologia (SBU),

Colégio Brasileiro de Cirurgiões,

Academia de Medicina de São Paulo (emérito desde 2002),

Academia Nacional de Medicina,

International College of Surgeons,

International Society of Urologic Endoscopy,

Confederación Americana de Urología,

International Society for Impotence Research,

Societé Internationale D’Urologie,

Sociedade Brasileira de História da Medicina,

Academia Brasileira de Médicos Escritores,

Academia Cristã de Letras (ACL) e Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames) dentre outras.

 

Atividades:

Tem exercido mais de 130 cargos em diversas entidades, a maioria de forma não remunerada, tendo como exemplos:

Diretor clínico do Instituto de Medicina Humanae Vitae (desde 1988);

Chefe do Departamento de Litíase e Endourologia do HSPE (desde 1990);

Editor do Boletim de Informações Urológicas (1996-1997);

Presidente da Comissão de Ética Médica e Defesa Profissional da SBU (1997-1999; 2003-2005);

Editor-associado da revista Urologia Contemporânea (1999) e do Boletim da Urologia (2001-2005);

Presidente da Sobrames – SP (1992-1994; 2007-2008 e 2009-2010) e da Sobrames Nacional (1998-2000);

1º tesoureiro da Academia Crista de Letras (2002-2013);

Presidente da Comissão Eleitoral da SBU (2005) e da Sobrames (2008 e 2012);

Presidente do Rotary Club de São Paulo Tremembé (2011/2012), dentre muitos outros.


Publicações:

202 trabalhos científicos em revistas do Brasil e exterior;

308 capítulos em livros, assim como 685 artigos literários.

Elaborou 88 comentários editoriais concernentes a artigos científicos e prefaciou 22 livros.

Historiógrafo e memorialista escreveu 423 biografias.

Apresentou 209 trabalhos em congressos e atuou em 117 mesas-redondas ou como conferencista.

Foi consultor de 75 fármacos novos para o mercado brasileiro e teve seu nome como referência em mais de 1400 citações.

 

Premiações:

Recebeu 10 prêmios na área médica;

87 em concursos literários e 54 condecorações.

 

Publicações:

Publicou 29 livros encontrados em diversas bibliotecas do Brasil, assim como nos EUA: Library of Congress e National Library of Medicine.

Dentre ele citam-se:

Pelo Avesso (1998);

A Sobrames Nacional e Seus Presidentes (2001);

Contraponto (2002);

Alvíssaras (2003);

Mistura Fina (2004);

Juscelino Kubitschek de Oliveira – Patrono da SBU (2005);

Urologia, Vida e Ética (2006);

Academia Cristã de Letras – Tributo aos Quarenta Anos de História (2007);

Alçando Novos Ares (2007);

Dissecando a Vida (2008);

Asclepíades da Academia Paulista de Letras (2009);

Entressafra (2010);

Imortais da Abrames (2010);

Rotarismo: Fundamentos Ilustrados de uma Magnífica Instituição Centenária (2011);

Esculápios da Casa de Machado de Assis (2012);

7 de Março (2012);

Prógonos da Academia de Medicina do São Paulo (2014); e Matéria-Prima (2014) dentre outros. 

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Fundador

 


Posse: 06/04/1979 - (1º ocupante)


Tácito Remi van LangendonckTácito Remi de Macedo van Langendonck nasceu em 1o de junho de 1914, na cidade de Bagé (RS). Era filho do dr. Bento Fernando van Langendonck e de Ana Medora de Macedo van Langendonck.

Veio com seus pais para São Paulo em 1925, onde teve formação em tradicionais colégios católicos. “Mens sana in corpore sano” norteou sua existência. Foi esportista consagrado através de seus inúmeros troféus, destacando-se em lanchas-turismo, tiro ao alvo, equitação, tênis, natação e golf.

Casou-se com Maria Aparecida Teixeira Vergueiro (Zy), em 1943, consórcio que lhes deu três filhos: Luiz Cristiano, Francisco Aluísio e Sônia Maria.

Diplomou-se em 1939 na tradicional Faculdade do Largo São Francisco, dedicando-se ao direito penal e comercial; à criminologia, criminalística, assim como se especializou em assuntos policiais, além da Academia de Polícia.

Pertenceu a mais de 25 entidades, muitas, nos mais diversos cargos diretivos, salientando-se o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; Instituto Histórico e Geográfico de Guarujá-Bertioga; Clube dos 21 Irmãos Amigos de São Paulo; Ordem Equestre do Santo Sepulcro; Associação dos Cavaleiros de São Paulo e o Instituto Genealógico Brasileiro, do qual se tornou vice-presidente e presidente.

Militou na advocacia por mais de 30 anos. Foi professor e instrutor dos Batalhões de Defesa Passiva durante a II Grande Guerra, tendo feito jus à Medalha de Guerra. Foi organizador e bibliotecário do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (USP); perito criminal do Instituto de Polícia Técnica; professor do Instituto de Criminologia da USP; diretor administrativo do Instituto de Criminalística da Polícia Científica; e membro do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo.

Foi condecorado cerca de 30 vezes, tendo como destaques as medalhas Cruz do Mérito Policial e Silva Leme; colar Pedro Taques; medalhas Brigadeiro Couto de Magalhães, Pedro Álvares Cabral, Marechal Cândido Rondon, Alexandre Gusmão, Dom Pedro II, Marcelo Caetano e Luiz Antônio da Costa. As comendas da Soberana Ordem de Malta e da ordem do Santo Sepulcro foram recebidas pelas benemerências ao próximo, em decorrência de seu espírito católico e caritativo que caracterizaram sua personalidade.

Sua obra é vasta e de grande valor. Deixou vários estudos sobre o direito cívil, comercial, criminalístico e medicina legal. Entretanto, foi na genealogia que seu trabalho pontificou, auferindo grande notoriedade. São seus livros: Pinacoteca dos Ascendentes de Luís Cristiano, Francisco Aluísio e Sônia Maria; O Visconde e a Viscondessa do Sêrro Formoso e sua Descendência; Árvore do Cortado de Luís Cristiano, Francisco Aluísio e Sônia Maria, onde pesquisou até o ano de 350, reunindo mais de 1200 ascendentes; e Madame van Langendonck (Marie Barbe Antoniette Rutgeerts van Langendonck) – Sua Obra e sua Descendência.

Tácito Remi de Macedo van Langendonck faleceu em 1997, aos 83 anos, deixando uma obra rica em conteúdo e detalhes que manterá viva sua imagem e ideal ao longo do tempo.

Patrono

 

Marie Barbe Antoinette Rutgeerts van LangendonckMarie Barbe Antoinette Rutgeerts van Langendonck nasceu em Antuérpia, Bélgica, aos 7 de outubro de 1798, contemporânea à primeira República Francesa. Era filha de Carolus Rutgeerts e de Maria Filomena Josefina de Lineé Rutgeerts. Marie Barbe casou-se na mesma cidade, em 18 de abril de 1827, com o militar Jean Remi Felicien Philippe van Langendonck, que provinha de uma das sete famílias mais antigas da Bélgica.

Em meados do século XIX (1857), já sexagenária e viúva, empreendeu viagem ao Brasil com seus filhos Leon e Adolphe, para verificar a possibilidade da organização de uma colônia de compatriotas.

A travessia do Atlântico durou dois meses e dez dias (de 30/4/1857 a 9/7/1857), desembarcando na cidade do Rio Grande, então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. A corajosa e dedicada pioneira renunciou a vida confortável e suntuosa dos salões europeus, trocando-a pelo labor duríssimo da colonização sul-americana.

Sua sensibilidade pela nossa natureza extravasou sentimentos singelos da alma humana: “Vi-me, enfim, em plena mata virgem. As árvores, os enormes cipós, a vegetação intensa, os pássaros de esplêndida plumagem, tudo me era novo, tudo me maravilhava. Em meio a essa jovem, grande, bela e vigorosa natureza, o reconhecimento e o amor para com o Autor de tais maravilhas me invadiram e avassalaram a alma. Jamais senti a presença de Deus como nesse instante e jamais pensamentos melhores me purificaram o coração.”

Marie Barbe era peremptoriamente antiescravagista. Após dois anos no Brasil decidiu voltar à Europa. Conheceu, no Rio de Janeiro, o cônsul geral da França, Teodoro Taunay, por intermédio de quem teve interessante entrevista com Dom Pedro II, saindo com bela imagem e conceito do imperador.

Em 1863, três anos após sua partida para a Bélgica, voltou definitivamente à pátria brasileira. Seu retorno inspirou-lhe um belo e comovente poema intitulado “Le Retour”.

Escritora, com grande capacidade de observação, consignou sua primeira experiência no Brasil com sua gente, na obra Une Colonie au Brésil editada na Antuérpia, em 1862.

As palavras de Tácito van Langendonck, seu bisneto e meu antecessor, dispensam comentários: “Marie Barbe não se limitou a tênues citações da divindade, mas, fiel ao seu sentimento e à sua formação religiosa, entregou-se plenamente, a estas influências benfazejas, compondo os poemas com inspiração cristã, poemas que nos tocam a alma de crente e nos embalam com doçura, suavidade e elevação dos seus versos.”

Marie Barbe foi também uma poetisa de indiscutível mérito. Faleceu em Arroio Grande – Serra dos Tapes – município de Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 6 de junho de 1875, aos 76 anos.

Discurso de recepção

 Discurso de recepção - Cadeira nº 10

Discurso de posse

Discurso de posse - Cadeira nº 10