Contos Esparsos

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Apresentação: Douglas Michalany

 

Eu já conhecia Frances de Azevedo como poetisa consagrada pelos seus livros publicados, sempre revelando extrema sensibilidade, beleza e harmonia em delicados versos, tocando fundo os corações de quem ama nos mais significativos momentos de ternura, felicidade e paz.

Porém, desconhecia suas raras e surpreendentes qualidades de contista. Confesso que seu livro “Contos Esparsos” foi uma rara e agradável revelação prendendo minha atenção até a última página, justamente do conto “Sensação”, quando o encerra que bem vale para ela “Uma nova primavera em sua vida!”.

Paulistana de nascimento, parece fugir da metrópole estonteante para repousar placidamente nas pequenas cidades interioranas. Seus personagens “têm vida”, personalidade, hábitos, costumes, defeitos, qualidades, alegrias, tristezas, como se fossem integrantes dos seus dias e dias.

Tudo é surpresa, mistérios, segredos, desfechos inimagináveis, levando-nos a perguntar o que acontecerá para os personagens tão bem descritos por Frances. Ela realmente faz questão, com rico vocabulário, penetrar na existência de cada um. Verdadeira intrometida, vasculhando sonhos, devaneios, aspirações, recordações, desilusões e ilusões dos personagens. Tem-se a nítida impressão que ela foi partícipe em seus contos! Será que são contos?, ou foi testemunha viva e resolveu agora revelá-los?

Assim o digo, porque parece ao leitor que Frances foi buscar da vida real suas palavras para imortalizá-las em um pequeno (grande) livro chamado modestamente “Contos Esparsos”.

Recomendo, pois, como leitura obrigatória a todos aqueles que desejam viver novamente sua infância, juventude, mocidade, maturidade, velhice e lugares relembrando os momentos inesquecíveis de suas existências.
Está, portanto, de parabéns, minha confreira da Academia Cristã de Letras em escrever “Contos Esparsos”, porque, sinceramente, tocaram fundo este saudoso e encanecido coração.

 

 Douglas Michalany

  • Presidente Emérito da Academia Paulista de História
    Titular da cadeira nº 19 da Academia Cristã de Letras