Antigos Membros da Centenária Academia de Medicina de São Paulo

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Prefácio I - José Hugo de Lins Pessoa11 jose hugo 32641

Quais são as linhas que recortam e que distinguem o perfil da Academia de Medicina de São Paulo? A história das instituições nos mostra qual é a sua vocação e seus tipos de adesão à existência. As instituições virtuosas, como a Academia de Medicina de São Paulo, caminham no tempo movidas pela representatividade, pela dignidade e pela legitimidade dos seus propósitos e pelos valores e capacidades de seus membros. As Academias de Medicina prezam a memória dos seus membros, ressaltam o saber médico e a ética de cada um deles, como exemplos para as gerações futuras. No entanto, não é simplesmente o fato de ser membro de uma academia que transmite méritos para o indivíduo, ao contrário, é preciso ter essas qualidades para ser aceito em uma academia.

Estávamos precisando, para completar uma extensa bibliografia, de uma obra histórica de fôlego como: Antigos Membros da Centenária Academia de Medicina São Paulo, mostrando em detalhes precisos a fundação e os antigos membros da Academia de Medicina de São Paulo. A menção aos membros antigos não ocorre por acaso; ninguém pode falar de uma instituição desse porte sem conhecer as suas raízes, as pessoas que ajudaram a construí-la, a moldar seus propósitos, abrir as portas de uma Academia, hoje, centenária e valorizada no meio científico e cultural do país e do mundo. Ou seja, como diz o autor “as pedras angulares”, “colunas vivas” da ínclita Academia de Medicina de São Paulo.

Esta obra, Antigos Membros da Centenária Academia de Medicina São Paulo, escrita com muito esmero, grande dedicação e capacidade de trabalho, pelo acadêmico e importante escritor Helio Begliomini, acrescenta-se a outros livros já publicados desse consagrado autor sobre a história da nossa querida academia. Além da sua grande riqueza documental, apresenta ao leitor, com lirismo, as pessoas e as circunstâncias presentes no início da longa vida da Academia de Medicina de São Paulo. É um trabalho bem escrito, repleto de revelações e surpresas. Ressalte-se que a grande pesquisa documental e o lirismo do texto, características dos trabalhos do competente escritor Helio Begliomini, transmitem ao leitor um selo de autenticidade, tão necessário em um trabalho histórico e biográfico. Com certeza, esta magnífica obra será uma fonte importante de consulta obrigatória para todos interessados na história da Academia de Medicina de São Paulo e na história da Medicina paulista e brasileira.

 

1 Mestre e doutor em pediatria e professor emérito de pediatria da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Presidiu a Sociedade Brasileira de Pediatria de São Paulo, de 2007 a 2009. É membro, dentre outras entidades, da Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Médicos Escritores e titular da cadeira no 61 da Academia de Medicina de São Paulo e da cadeira no 21 da Academia Brasileira de Pediatria.

É autor dos livros: Puericultura (2013) e Distúrbio do Sono na Criança e no Adolescente (em coautoria, 1a edição em 2008 e 2a edição em 2015).

 

Prefácio II - Juarez M. Avelar

A publicação desta importantíssima obra, que muito enriquecerá a História da Academia de Medicina de São Paulo só poderia ser tão minuciosamente elaborada pela mente lúcida e privilegiada do incansável2 juarez 16481 confrade Helio Begliomini, que não mediu esforços na busca incessante de informações acumuladas durante os 125 anos de nosso glorioso sodalício. Esta publicação, além de compor o memorável quadro de nossa Academia, representa mais uma realização sem precedentes de seu autor, que já transcreveu algumas dezenas de outras obras em diversos campos técnicos e literários, que o faz merecedor da destacada projeção no cenário médico e da Literatura. Não obstante, aqui, a profícua inquietude do Dr. Helio extrapolou os limites da pesquisa numa obstinada perseguição por informações para traduzir em palavras o que ocorreu ao longo de uma sinuosa, produtiva e original trajetória de nossa Academia. 

Certamente, múltiplas revelações aqui transcritas fogem da imaginação das mais fantasiosas e ilustradas mentes, pois jamais poderiam supor que nossa Academia já abrigou cinco Prêmios Nobel. Com efeito, são eles: Marie Sklodowska Curie (membro correspondente estrangeiro e Nobel de Física, em 1903, e Nobel de Química, em 1911); Charles Robert Richet (membro correspondente estrangeiro e Nobel de Medicina, em 1931); Alexander Fleming (membro honorário e Nobel de Medicina, em 1945) e Egas Moniz (membro honorário e Nobel de Medicina, em 1949). Além dos ilustres agraciados, outros, igualmente, brilhantes membros foram dignos merecedores para indicação ao Prêmio Nobel de Medicina: Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas (membro honorário que foi indicado duas vezes, em 1913 e 1921); Antonio Cardoso Fontes (membro correspondente nacional que recebeu indicação, em 1934); Manoel Dias de Abreu (membro correspondente nacional que foi indicado três vezes, em 1946, 1951 e 1943); Jose Froimovich Schejter (membro correspondente estrangeiro que foi indicado onze vezes) e Roberto Caldeyro-Barcia (membro correspondente estrangeiro que foi indicado três vezes). 

Como se não bastasse e com glamorosa relevância, a Academia de Medicina de São Paulo foi o aconchego de outros não menos destacados membros, que decorrentes do digno exercício profissional deixaram seus registros indelevelmente esculpidos na História com nomes de ruas, avenidas, praças, escolas, centros de estudos, centros acadêmicos, museus, fundações, hospitais, anfiteatros, patronos de cadeiras de Academias e em outras diversificadas obras públicas e privadas. Vale ressaltar que dois renomados membros de nosso sodalício deixaram seus nomes em municípios do Estado de São Paulo: Luiz Pereira Barreto e Francisco Franco da Rocha. 

Ainda que a imortalidade dos membros da Academia de Medicina de São Paulo esteja configurada pela perpetuação de suas obras e realizações, todos estão submersos no manto inexorável da morte, razão por que centenas e milhares dos que outrora ocuparam suas cadeiras não mais estão em nosso convívio terrestre. Das centenas dos que já partiram de nosso mundo e dos que ainda ocupam suas respectivas cadeiras vitaliciamente, o perspicaz autor desta inusitada obra teve o iluminado capricho em relacioná-los em ordem alfabética, com as respectivas datas de admissão como membro da Academia para facilitar a observância do leitor. Somados a todas essas enriquecedoras informações, a obra ainda oferece irrepreensível Iconografia e Sumário Curricular de Alguns dos Antigos Membros Honorários, de Antigos Membros Correspondentes Estrangeiros e de Antigos Membros Correspondentes Nacionais, todos com belíssimas ilustrações fotográficas que serão inesgotáveis fontes de consulta para os interessados em absorver puríssimas informações.

Esta primorosa obra, ANTIGOS MEMBROS DA CENTENÁRIA ACADEMIA DE MEDICINA DE SÃO PAULO, do consagrado escritor Helio Begliomini, simboliza a essência sublime de dedicação, pesquisa e abnegado trabalho que perpetuará, com o calor de sua importância, como exemplar resultado para todos nós e futuras gerações de médicos. Como tive o ímpar privilégio em ler e usufruir do peculiar néctar do impecável conteúdo deste livro, a mim foi possível perceber, antes dos leitores, a extensão e profundidade do significado de uma publicação que terá espaço na História da Medicina paulista, brasileira e internacional. Conhecedor que sou da capacidade, imaginação e competência profissional e literária de meu dileto e fraternal amigo Helio Begliomini, posso antever que outras obras similares já estão fervilhando em sua mente iluminada para nos brindar com radiantes conhecimentos e informações.

Assim, deixo consignados meus calorosos agradecimentos ao Dr. Helio pela distinção de seu amável convite para expressar minhas sucintas considerações a respeito desta já consagrada obra, e ao mesmo tempo, deixo transcritos meus cumprimentos pelo exaustivo, louvável e meritório trabalho de pesquisa e busca de informações para o enriquecimento das descrições aqui ensejadas. 

Juarez M. Avelar1 

1 Professor associado do curso de pós-graduação latu sensu em cirurgia plástica, desde 1997, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Presidiu a Associação dos Ex-Alunos do Professor Ivo Pitanguy (AExPI, 2002-2003 e 2004-2005) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (1986-1987 e 1990-1991). Atuou como primeiro secretário por três gestões da Associação Médica Brasileira (AMB). É também membro, dentre outras entidades, da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames), da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, membro ativo desde 1977) e titular e emérito da cadeira no 73 da Academia de Medicina de São Paulo.

É autor dentre outras obras de: Creation of the Auricle (Reconstrução de Orelha, 1977); Lipoaspiração – com o Prof. Yves Gèrard Illouz (1986); Cirurgia Plástica da Infância – Volumes I e II (1989); História Ciência Y Arte em Cirurgia Estética – com Prof. E. Malbec (1990); Anestesia Locorregional em Cirurgia Estética (1993); Ensino da Cirurgia Plástica nas Faculdades de Medicina (1994); Cirurgia Plástica – Obrigação de Meio e Não Obrigação de Fim ou de Resultado (2000); Contribuições à Cirurgia Plástica (2002); Abdominoplasty Without Panniculus Undermining and Resection (2004); História da Cirurgia Plástica de São Paulo (2005); Ear Reconstruction (2013), New Concepts on Abdominoplasty and Further Applications (editor, 2016); Cirurgia Plástica na Infância e na Adolescência (2018, em coautoria), Breast Surgery: Aesthetic Approaches (editor, 2018); e 50 Contos que a Vida me Contou (2018).

 

Prefácio III - Mario Santoro Júnior

Um livro nunca é uma obra prima: torna-se uma.” (Jules Goncourt)3 mario 08cf1

Tive a inaudita honra de ser convidado a prefaciar a obra “Antigos Membros da Centenária Academia de Medicina de São Paulo”, de autoria do dr. Helio Begiomini, meu colega de profissão, confrade, mas, sobretudo, um grande amigo, que há muito aprendi admirar.

Num primeiro momento, um convite, como tal, nos enche de orgulho, pois, entre muitos, fomos o escolhido pelo autor para, em primeira hora, conhecer e comentar o produto de um laborioso projeto. Logo a seguir, no entanto, ecoa uma voz dentro de nós que nos alerta da imensa responsabilidade que assumimos ao dar o nosso aceite àquele convite. Assola-nos, pois, sentimentos duplos e diametralmente assimétricos.

Explico. “Prefácio” tem sua etimologia no Latim: “fatio”, dito, e “prae” antes.

Em assim sendo, prefácio significa o que pode ser dito da obra antes que o leitor adentre por suas páginas. O prefaciador se torna responsável em apresentar a obra, ou seja, em convidar o leitor para apreciá-la. Óbvio que o renome do autor, como é o caso, diminui e, em muito, essa responsabilidade, pois suas outras obras atestam as suas qualidades. Mas, mesmo assim, um mau prefácio pode macular um laborioso trabalho, sendo este o caso, pois o autor consultou centenas e centenas de páginas em boletins, revistas, livros, sites e tantos outros materiais a fim de atingir seu desiderato.

Entende agora, o leitor, o estado de espírito de quem prefacia: orgulho (por ser convidado) e medo (por não ter certeza de que conseguirá demonstrar a grandeza do que se apresenta)?

Farei o que me for possível para atender as expectativas e, espero que, para tanto, citando Camões, não me faltem engenho e arte.

Ao consultar aquela miríade de fontes, o autor buscava adentar no seio da história da Academia de Medicina de São Paulo, onde inúmeros e ilustres médicos tomaram assento. O projeto era ambicioso, pois não se limitava aos tempos atuais, mas procurava conhecê-los desde o início do ilustre sodalício, fundado em 7 de março de 1895, então denominada Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Era como se, tendo à frente um enorme “iceberg”, embora nos importasse conhecer a parte visível, com igual interesse quiséssemos nos aventurar em conhecer a parte submersa, buscando, muitas vezes, histórias que ficaram escondidas na pátina do tempo.

Quanto trabalho para desvendá-las!

Foi este projeto – corajoso, ambicioso – que o autor propôs à Diretora daquele sodalício. Pela magnitude do trabalho, muitos não acreditaram que seria possível realizá-lo. Após um processo de convencimento, a proposta foi aprovada e o projeto foi denominado “Resgate da Memória dos Membros da Academia de Medicina de São Paulo”, tendo ficado sob a responsabilidade do proponente. Este, durante muitos anos, dedicou-se à busca frenética de centenas de biografias, agora aqui consolidadas.

A obra denominada “Antigos Membros da Centenária Academia de Medicina de São Paulo”, em verdade, pode ser considerada como constituída por dois tomos. Não apenas se dedicou a buscar biografias dos novéis membros daquela confraria, titulares, beneméritos, correspondentes nacionais e internacionais, mas também se preocupou com sua “morada acadêmica”, ou seja, foi buscar e nos apresenta como um segundo tomo – mas fazendo parte do mesmo volume – contando-nos sobre as sedes que tiveram a honraria de abrigar essa ilustre confraria.

Confesso que, como humilde membro da Academia de Medicina de São Paulo, senti-me lisonjeado pelo trabalho do ilustre médico, excepcional urologista, reconhecido e competente escritor, dr. Helio Begliomini.

O autor, pelo seu exemplo, confirma que é aos ocupados que se devem confiar missões importantes, pois, por mais que tenham a fazer, sempre dignificam seus compromissos. Eles jamais nos desapontarão!

Com uma enorme agenda de trabalho na lida médica, atendendo diariamente, quer em hospitais, quer em sua clínica, consultando e operando, Helio Begliomini encontra tempo – e sabe-se lá como consegue – para produzir uma vasta e rica obra literária, como atestam as obras que aqui nos dá a conhecer. Com enorme satisfação, tenho a alegria de ser contado entre os amigos do autor e privar, assim, de sua amizade.

Além de suas qualidades como esculápio e literato, Helio Begliomini é um dedicado esposo e pai atencioso.

Ao dedicar esse livro “à memória da ínclita Academia de Medicina de São Paulo, aos seus confrades e confreiras passados, presentes e futuros...”, o autor faz desta obra um convite para que os médicos, acadêmicos ou não, conheçam e cultuem, com fervor quase religioso, essa venerável e centenária Instituição.

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1 Especialista em pediatria e atual presidente em segundo mandato da Academia Brasileira de Pediatria. É membro titular dentre várias entidades, da cadeira no 69 da Academia de Medicina de São Paulo; da cadeira no 28 da Academia Brasileira de Pediatria; da cadeira no 17 da Academia de Letras, Ciências e Artes (Alca) da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (Afpesp) e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional do Estado de São Paulo (Sobrames – SP).

 

Prefácio IV - Lybio Martire Junior

Com enorme satisfação e sentindo-me muito honrado, aceitei o convite para escrever o prefácio deste livro de tão significativo valor histórico.4 lybio 5d81d

Seu conteúdo resgata, em atraentes relatos, a memória de figuras ilustres que exerceram expressiva influência na medicina, de forma a contemplar a súmula de suas vidas profícuas em equilibrada harmonia e configura-se, outrossim, em espécie de ode a uma das mais tradicionais entidades médicas do país, a Academia de Medicina de São Paulo.

Esta obra vem se estabelecer também como um rico e útil compêndio de consulta, dado o elevado número de personagens que a compõe, evitando que o tempo, amigo tantas vezes, outras, implacável inimigo, venha a revesti-los, como é corriqueiro acontecer com a fugaz existência humana, seja ela frutífera ou não, com o triste véu do olvido.

Ao falar dos antigos membros da Academia de Medicina de São Paulo, a mais longeva e tradicional agremiação médica do Estado e uma das mais antigas do país, composta por seleta plêiade de expoentes da arte de curar, o autor traz à tona grandes expressões da medicina de antanho, não apenas de São Paulo e do Brasil, mas também do celeiro mundial, posto que o egrégio e centenário sodalício contou, entre seus pares, com insignes Membros Correspondentes Estrangeiros e Membros Honorários, como o leitor irá constatar.

Dr. Helio Begliomini, médico, destacado urologista, fértil escritor e historiador, com sólida formação humanística e cristã, autor de quase quatro dezenas de livros publicados, dos quais já tive o prazer e o privilégio de ler alguns, é possuidor de personalidade cativante, que irradia simpatia e cultura, e, quando escreve, consegue transferir à pena essas peculiaridades de sua natureza gentil e privilegiada, o que torna sua narrativa, já tão rica em conteúdo, também muito agradável de ser lida.

Por conhecê-lo, posso afirmar sem receio de equívoco, que seu acendrado amor pela tradicional Academia e seu invulgar espírito perspicaz e obstinado, que denota o historiador brilhante, certamente foram os alicerces que o mantiveram inquebrantável durante a exaustiva e minuciosa pesquisa que culminou com a edificação deste magnífico trabalho.

Outro aspecto interessante e admirável de seu rigoroso labor é ter conseguido estabelecer um parâmetro democrático de equilíbrio na descrição das biografias dos Antigos Membros da Academia, tarefa muito difícil, tratando-se de tantos luminares, e conseguiu ofertar a todos, como denominador comum, a mesma dignidade. Com a devida vênia, tomei a liberdade de utilizar aqui as próprias palavras do autor.

Há ainda neste livro um relato surpreendente até então desconhecido, verdadeiro tento histórico lavrado por Helio Begliomini, que é a revelação de Membros da Academia de Medicina de São Paulo que foram agraciados com o Prêmio Nobel e de outros que foram indicados à célebre distinção, cujos nomes e biografias o leitor terá o prazer de conhecer.

Aqueles que conseguem resgatar a memória, divulgar a vida proficiente e o legado daqueles que por seus atos e sua obra conseguiram dar significativa contribuição cultural, humanística, científica, moral, espiritual e ética ao seu semelhante, à coletividade, transformam-se igualmente em beneméritos da humanidade, posto que preservar a história é quase tão importante quanto fazê-la, pois pouco teriam valido os feitos e contribuições daqueles que nos antecederam se não tivéssemos conhecimento deles.

O livro brinda ainda, a quem nele tiver o deleite de se abeberar, com a apresentação dos locais que serviram de sede à Academia de Medicina de São Paulo, desde sua fundação, com fotos raras e descrição de sua história, promovendo uma viagem ao passado, mostrando a origem de instituições que permanecem hoje, grandes e conhecidas por todos e de outros sítios que sucumbiram ao tempo.

Não apenas a egrégia Academia de Medicina de São Paulo, mas a História da Medicina de um modo geral são contempladas com esta relevante produção literária, que vem enriquecer sobremaneira a literatura médica do país, carente ainda de justos tributos àqueles que contribuíram de fato para o bem de seus semelhantes e que por isso merecem ser sempre lembrados.

Lybio Martire Junior1

1 Médico, cirurgião plástico, historiador e poeta. Professor responsável pelas disciplinas de história da medicina, técnica cirúrgica e cirurgia plástica na Faculdade de Medicina de Itajubá (FMIT). É membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; Fellow do International College of Surgeons; titular da Federación Ibero Latinoamericana de Cirurgía Plástica y Reconstructiva; titular fundador da Sociedade Brasileira de História da Medicina (SBHM) e seu atual presidente (2018-2019 e 2019-2020); delegado nacional da International Society for the History of Medicine (ISHM); e titular da cadeira no 71 da Academia de Medicina de São Paulo, tendo por patronesse Carlota Pereira de Queiroz. É autor de 11 livros, vários capítulos de livros e trabalhos publicados em revistas nacionais e internacionais, nas áreas de cirurgia plástica e história da medicina. Entre seus trabalhos destaca-se o livro “História da Medicina – Curiosidades & Fatos”, em oito volumes.