2018 – O Ano em que o Brasil decide.

Fonte: Carolina Ramos

22 Carolina Ramos 9ffd1-  Em 2018 o Brasil decidirá o seu destino.  Alguém, em sã consciência, poderá duvidar desta afirmação? Ou decidimos, ou alguém decidirá por nós, atropelará e mudará nossos rumos, a empurrar-nos para um destino mais incerto ainda. O calendário aponta imparcial, o tempo já escasso à espera da decisão redentora.

Basta um olhar, frio, pelos declives que marcam a trajetória acidentada do nosso País, para que as dúvidas, se as há, desapareçam como fumaça, sopradas pela repulsa dos pulmões envenenados pela corrupção à volta.

Pobre Brasil, gigante apequenado a cada dia pela desonestidade apátrida, que, bem escudada, custa a ser alcançada pelos ferrolhos punitivos.

O ano de 2018, encorajado por alguns respiros, parece ser o ano da verdade. Oxalá seja mesmo o ano em que o Brasil deixará de ser crédulo e “conduzirá, em vez de ser conduzido”.

Crescerá, não para os lados, que já nasceu demasiado grande, mas, para cima, onde o infinito não oferece limites àquele que se alteia, a enquadrar-se dentro de suas reais possibilidades.

Credenciado para ser vencedor, nosso país tudo tem para merecer um posto superior ao que ora ocupa, não por incapacidade, mas por conta do alheamento  daqueles que o deixam à mercê dos que se aproveitam da ingenuidade das camadas carentes para melhor manipula-las.

Há indícios de que, embora com passos cautelosos, estamos caminhando, afinal, um pouco mais para frente, com pegadas que mostram cansaço e desilusão, mas, que são impulsionadas, agora, por uma rebelião interna que se corporifica num tremendo  - Basta!

Que este - Basta! - sacuda o sono daqueles que ainda dormem, nesse alheamento perigoso, que joga com a sorte do país, a confirmar o conceito,  expresso pelo rótulo de triste memória: - “O Brasil não é um País sério.”

O rótulo desrespeitoso repugna, por ganhar agora o triste peso da verdade reconhecida no Exterior. Reagiremos à altura, ou baixaremos a cabeça, inertes e envergonhados, enquanto a corrupção encarde o conceito do nosso povo e nos desacredita aos olhos do mundo?

Seja, portanto, 2018 o ano da redenção. E que Deus não esqueça o Brasil, que, abusado em sua boa fé, não merece os tormentos que vive. Que venham de volta os jovens sem perspectivas, que lhe viraram as costas, mochilas cheias de sonho, em busca de solo propício para semear esperanças.  E este povo sofrido que prove nas urnas ter aprendido, afinal, a se valorizar e lutar pelo que é seu.

Ao votar, que tenhamos em mente a figura altiva do Homem que um dia sacudiu os brios desta mesma Nação, ao incitar sua gente a unir-se na luta pela Paz, pela Ordem e pelo Progresso, ao bradar desafiador: -

“Quem for brasileiro, que me siga!”

Carolina Ramos – Cad. 22 /ACL