Trovas premiadas de Carolina Ramos

Considerada a "Primeira Dama da Trova Brasileira", Carolina Ramos foi premiada inúmeras vezes, a seguir algumas trovas premiadas:

 

(10º lugar Nova Friburgo - 1971)

Angústia, imensa, dorida,
pior que a dor de morrer, 
é não ter apego à vida
e ser forçado a viver...

 

(8º lugar Nova Friburgo - 1972)

Sempre acolho de mãos postas
e humilde tento aceitar 
o silêncio das respostas
que a vida não sabe dar.

 

(1º lugar Nova Friburgo - 1973)

Mãos tristes, temendo ausências, 
se despedem com revolta...
- Nosso adeus tem reticências
que acenam gritando: - Volta!

 

(Venc. Curitiba 2006)

Quem se agarra a uma quimera,
quem persegue uma utopia, 
age como se soubera
que sem sonhos... morreria!

 

(Venc. Bandeirantes - 2008)

Quem não sabe, quem não sente
que às vezes nos custa caro
essa audácia de ser gente,
quando ser gente é tão raro?

 

(Menção Honrosa em Pouso Alegre - 2008)

Por ter nas mãos quando querem 
nossa alma, alheia aos perigos,
os “amigos” quando ferem,
ferem mais do que inimigos!

 

(Menção Especial em Magé - 1998)

Deus perdoa o pecador
que, réu de amar, perde a paz; 
sob o dominio do amor,
quem é que sabe o que faz?!

 

(M. Honrosa em S. Jerônimo da Serra - 1992)

Tua presença é o passado,
é meu presente e meu fim,
mesmo sem ter-te ao meu lado, 
tu fazes parte de mim!...

 

(1º lugar em Porto Alegre - 1985)

(UNIÃO)
Há contraste em nossas vidas,
mas perfeito é o desempenho:
- luz e sombra, quando unidas,
dão força e vida ao desenho!

 

(1º lugar em Pouso Alegre - 1981)

Sem notar que a vida passa,
esta emoção me extasia:
- meus netos correm na praça
onde, em criança, eu corria!

 

(3º lugar em Pouso Alegre - 1980)

Que importa a chegada, agora... 
que importa, se ao fim da linha,
teu olhar, que foi embora,
era toda a luz que eu tinha?!