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O coordenador desta obra, da Editora OLPB, Paulo Eduardo de Barros Fonseca, abre o leque sobre a diversidade, mais exatamente sobre o respeito às diferenças que permeiam grupos e pessoas.

São doze relatos, incluindo-se nestes, o próprio Coordenador Paulo Fonseca e o Prefaciador Marcos da Costa. Iniciam-se a partir das objetivas e incentivadoras palavras de sua linda e inteligente filha Ana Paula Prado Horta de Barros Fonseca, fls.15/23,

Ana Paula nos conta sobre a acessibilidade, escolas despreparadas, suas operações corretivas dolorosas permeadas de “bom humor” e amor familiar para contrabalançar sua saga, - saga que não a deteve -, rumo a construir seu jardim multicolorido eivado de sucesso: é Graduada e pós-graduada em Marketing. Influenciadora digital. Palestrante e Rotariana!

Paulo Eduardo de Barros Fonseca é meu confrade na Academia Cristã de Letras. É titular da Cadeira 11. Patrono: José de Anchieta. Atualmente, é Governador e Coordenador do The Rotary Foundation do Brasil.

Como advogada, lembro-me do Dr. Marcos da Costa, então presidente da OAB São Paulo, antes do acidente que o levou à amputação de uma perna, no mês de agosto de 2015. Seu mundo girou trezentos e sessenta graus, certamente, porém, não o fez parar. Pelo contrário, catapultou-o a voos nunca dantes imaginado! Hoje, como Secretário de Estado das Pessoas com Deficiência, vem trabalhando em prol da inclusão, reabilitação e políticas para pessoas com deficiência e TEA.

Nessa obra, deparei-me com dois outros relatos de confrades meus da Academia Cristã de Letras: Geraldo Nunes, titular da Cadeira 27, Patrono: São Lucas e Carlos Ferrara Júnior, titular de Cadeira 31, Patrono: Aroldo de Azevedo.

Sou fã do Confrade Geraldo Nunes há muito tempo, bem antes de sua posse na ACL, quando, pelo rádio, eu acompanhava seu programa São Paulo de Todos os Tempos. Sua voz - sua marca inconfundível – tem o condão de prender a atenção. Obviamente, aliada aos seus profundos conhecimentos da história da cidade de São Paulo.

Seu relato prende-se ao fato de ter tido poliomielite: A pólio é cruel, depois de contraída os efeitos cessam com o passar dos anos e a vida se estabiliza, mas retornam quando chegamos à idade madura. (Fls. 87).

O Confrade Carlos Ferrara Júnior, que foi Pró-Reitor Acadêmico da Universidade São Camilo, às fls. 111, in subtítulo A Bioética como manifestação do cuidado ético (Fls.109), ressalta a Dignidade da pessoa humana; Vulnerabilidade; Alteridade. Mais exatamente, respeitar a individualidade de cada ser humano; ao que ele é e pensa. Ser diferente é ser autêntico, ter características físicas e intelectuais próprias que devem ser respeitadas. Ferrara deixa claro que nossa Magna Carta de 1988 assegura “os direitos das pessoas com deficiência, ...” (Fls. 113).

Todos os relatos seguem essa mesma linha que se se resumem nas palavras do Coordenador Paulo Fonseca, às Fls. 7/8:

Está em construção uma consciência coletiva no sentido de que uma das mudanças comportamentais que vivenciamos é de olhar e tratar todas as pessoas com dignidade e respeito, viabilizando que todas as vozes equitativamente sejam ouvidas e oferecendo oportunidades equitativas.

Que assim seja.

Recomendo, pois, essa obra que é quase um Best Seller!

Frances de Azevedo -  Cadeira 39 da ACL

 

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