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  • Fonte: Frances de Azevedo

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Deparei-me, hoje, 12 de fevereiro de 2025, com a seguinte matéria no jornal eletrônico da Associação Comercial de São Paulo - dcomercio.com.br -:

O Resgate do Virgínia, edifício ícone do Centro de São Paulo.

Curiosa, pois diz respeito à minha cidade e, principalmente, à questão da revitalização do nosso Centro, passei a ler, tendo me chamado a atenção a palavra Retrofit, até então, desconhecida para mim.

Fui em busca do seu significado - já pressupondo sua origem na língua inglesa. E é isso mesmo, senão vejamos:

A palavra retrofit vem do inglês e é composta por “retro” (palavra latina que significa para trás) e “fit” (= ajustar) do inglês. A tradução literal é “colocar o antigo em forma” ou “atualizar o antigo”.

O termo “retrofit” é usado para definir a modernização de edifícios antigos mantendo as características originais do prédio. É uma prática que surgiu na Europa e nos Estados Unidos, e que é muito utilizada na construção civil.

O retrofit é uma solução para edifícios abandonados ou inutilizados, construídos com tecnologias antigas. É uma forma de preservar o patrimônio histórico e dar vida a antigos espaços.

O retrofit pode ser aplicado em qualquer construção, tanto pública quanto privada. (Google).

Na verdade, significa REFORMA: palavra mágica para mim!

Quem me conhece, sabe que, há muitas décadas, me dedico a reformar imóveis, móveis e objetos - estes com meu trabalho de pátina. E, até, acrescento reformar textos. Por que não?! Como advogada, poeta e escritora, escrevendo diariamente, vivo reformando meus textos e de outros –obviamente, quando solicitada.

Mudei de residência mais de sessenta vezes –isso mesmo 60 (sessenta) vezes! Inclusive, comecei a escrever a respeito dessas mudanças, mas tal leva tempo pela pesquisa necessária dos nomes dos logradouros.

Quando não estou reformando casas, móveis, objeto e “textos”, acabo modificando o interior de minha residência, mudando as coisas de lugar e assim por diante.

Há um vulcão de ideais a me consumir internamente: de não ficar parada, de modificar, de criar, de inventar. Sempre fui inovadora. Aprecio imensamente transformar, dar vida ao antigo!

Há um prédio que já vi em inúmeros filmes. Contudo, infelizmente, neste momento, não logrei encontrá-lo em minhas buscas para declinar sua localização.

Qual a razão para que esse prédio apareça tanto. Será coincidência?!

Não! Há um quê de magia nesses prédios em V. Parece um desafio em busca de abrangência: dois olhos laterais de cada lado das ruas que o abraçam, para que tenham amplo conhecimento do que se passa ao derredor. Não basta enxergar somente o que está à sua frente, não é mesmo?!

Ademais, convenhamos, são mais atrativos. Têm lá seu charme especial. São pontos de referência na maioria das cidades. Por que será?!

Paris é a cidade dos hotéis em V. Dentre outros, temos o Hotel Claridge Paris; Hotel Du Printemps. Terrass Hotel Paris; Crystal Hotel Paris – neste, inclusive, há um café!

E por falar em casa de café, por que não citar os charmosos cafés parisienses, como o Café Blanchet, na Rue Rambuteaux e o Le Bon Plêcheur, na Rue Pierre Lescot, entre tantos outros instalados em esquinas, em prédios em V, com flores, mesas nas calçadas?!

Em nossa cidade, além do Virginia citado acima, temos o Edifício Domus na Rua Sabará 47, esquina com Marquês de Itu, em Higienópolis, bairro nobre de nossa cidade. Segundo consta: “é um dos ícones de Higienópolis”.

Eu poderia escrever, escrever indefinidamente sobre tais construções, porém não é o objetivo aqui, pois há que se parabenizar a Associação Comercial de São Paulo na luta em prol da revitalização do Centro com o projeto Vem pro Centro #vemprocentro), abrindo um ciclo de palestras em sua sede. Desde então, as expressões Viva o Centro de São Paulo, Volta ao Centro de São Paulo, Revitalização do Centro Histórico de São Paulo, passaram a atrair a atenção. As parcerias com entidades como a Associação de Comerciantes, Empresários e Liberais do Centro de São Paulo (ACELCESP), vieram se somar à essa luta. O Diário do Comércio passou a publicar reportagens como a aludida acima em total apoio à salutar iniciativa. Parabéns a todos!

 

Frances de Azevedo - Cadeira nº 39 AACL

Conselheira da Distrital Sudeste -  Membro do COCCID

 

 

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