Academia de História Militar Terrestre terá sede em Sorocaba e Adilson Cezar foi escolhido para capitanear o projeto.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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Em sua edição do último dia 19, o Caderno de Domingo do Jornal Cruzeiro do Sul de Sorocaba/SP, mostrou como as artes bebem na fonte e resgatam a memória sorocabana em produções para mídias, linguagens e formatos diversos. Coincidência, ou não, daqui a dois dias, a cidade se torna sede da Academia de História Militar Terrestre de São Paulo. A solenidade de instalação acontece na próxima terça-feira, 28, às 10h, no auditório do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico local (IHGGS).

O espaço, como o nome sugere, pretende divulgar e reforçar a importância de uma parte da historiografia ainda pouco conhecida. Para capitanear o projeto no município, foi escolhido o titular do IHGGS, professor e pesquisador Adilson Cezar. E ele explica que a associação que começa a funcionar não tem um caráter independente, ao contrário do que possa parecer; antes faz parte do plano integrado de uma Federação à qual a Academia estará vinculada.

Tudo remonta a março de 1996, quando foi comemorado mais um aniversário do fim da Guerra do Paraguai e do início do ensino militar na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Foi em Resende, Rio de Janeiro, que um grupo de estudiosos, liderados pelo coronel Cláudio Moreira Bento fundou a entidade destinada a desenvolver a história das forças armadas do Brasil: Exército, fuzileiros navais, infantaria da Aeronáutica e outras modalidades de atuação desde o descobrimento do Brasil à contemporaneidade.

O sucesso alcançado pelo empreendimento acabou apontando para outras necessidades, como o desenvolvimento de estudos localizados. Foi assim que Adilson Cezar assumiu a delegacia regional da Academia. Num primeiro momento, o trabalho voltou-se à captação de personalidades que se adequavam à pesquisa, estudo e divulgação das atividades. Na prática, os associados passaram a produzir "plaquetas", nome dado a um pequeno livro, com informações sobre o seu respectivo homenageado, ou patrono.

Por enquanto, executaram a tarefa e escreveram os acadêmicos Milton Marinho Martins, sobre o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar; Myton Ottoni da Silveira abordou a trajetória do regente Diogo Antonio Feijó; Franke Pavan, Francisco Adolfo de Varnhagen (Visconde de Porto Seguro); Erasmo Figueira Chaves, com Ibrahim de Almeida Nobre; Carlos Sérgio Câmara Saú, Marechal Waldemar Levy Cardoso; José Carlos Carneiro, com Carlos Antonio Napion, e Francisco Lorvão Pereira, com Cristóvão Pereira de Abreu.

A Academia pretende abrir espaço, também, para ex-combatentes, casos dos veteranos da Revolução de 32 e dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB). A cidade ganhará, de acordo com Adilson Cezar, um polo de conhecimento sobre o militarismo, com ênfase para passagens locais. "A história militar sorocabana é muito bonita e cheia de questionamentos, tomada de personagens controvertidos", explica.

O presidente da Academia desconhece os motivos que determinaram sua escolha para o cargo, mas acredita que o currículo possa ter contribuído. Pós-graduado em história econômica, Adilson Cezar fez o curso de Altos Estudos de Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra, além de ser professor universitário. Foi, ainda, um dos fundadores da Sociedade Amigos da Marinha de Sorocaba (Soamar).

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Crédito 25/05/13: http://www.jornalcruzeiro.com.br