Nota de Falecimento - Genésio Pereira Filho - 17/10/2019

Fonte: Linguagem Viva

 A Acadêmica Carolina Ramos informou a triste notícia que acabara de receber: - O falecimento do particular amigo e querido Confrade da Academia Cristã de Letras, Cadeira nº 12, Dr. Genésio Pereira Filho. 

O sepultamento, foi, provavelmente no Cemitério dos Protestantes. 

 Carolina Ramos: "Ao  caro amigo que nos deixou saudades,  nossas orações para que esteja na graça de Deus."

O Jornal Linguagem Viva publicou em agosto de 2015 uma linda homenagem, através de sua editora Rosani Abou Adal Rosani Abou Adal é poeta, jornalista e vice-presidente do Sindicato dos Escritores no Estado de São Paulo.

95 anos de Genésio Cândido Pereira Filho

Genesio 36912Colaborador do Linguagem Viva desde a fundação, advogado, jornalista, historiador, escritor e tradutor. Genésio Cândido Pereira Filho nasceu no Dia do Soldado, em 25 de agosto de 1920, em São Bento do Sapucaí (SP).

Filho de Genésio Cândido Pereira, escritor e Juiz do Tribunal de Alçada do Estado de São Paulo, e de Rodolfina Marcondes Pereira.

Casou-se, em 1953, com a advogada Maria Aparecida Homem Pereira. Iniciou os estudos em Mocóca e depois em Jaboticabal. Diplomouse em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1946, na Universidade de São Paulo.

Trabalhou como Procurador Federal, Assistente da Procuradoria Regional de São Paulo, Procurador Regional de Implantação do Amazonas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, Promotor Público Substituto no Estado de São Paulo na Capital e Santos. Foi assistente do professor José Loureiro Júnior no Seminário de Direito Constitucional. O primeiro jornal que dirigiu foi o Diário de Jaboticabal, da família Junqueira de Ribeirão Preto. Ocupou o cargo de Diretor das revistas Cultura de Jaboticabal, da Arcádia da Academia de Letras da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, do mensário Mensagem e do programa cultural Hora da Arte, da Rádio Clube de Jaboticabal, em que fazia leitura de poesias. Trabalhou nas rádios PRA-7 de Ribeirão preto e da PRG-4 de Jaboticabal.

Exerceu a função de editor responsável da Imprensa Paulista da Associação Paulista de Imprensa. Colaborou nos jornais Gazeta, O Combate, Democrata, Diário de Notícias, Universal, Ilustração Paulista, Diário de Jaboticabal, O Estado de São Paulo, entre outros importantes veículos do Brasil, Argentina, Colômbia e Portugal.

Proprietário da Editorial Guanunby Ltda. que começou no Rio de Janeiro, da Gráfica Tibiriçá - a primeira a usar linotipo - e da Livraria Lealdade Ltda., localizada na esquina da Rua Boa Vista, com a Ladeira Porto Geral, em São Paulo, que teve como proprietário Aluysio Fagundes. Editou livros escolares, de sua autoria, do Plínio Salgado, Menotti Del Picchia e outros autores. Autor de vasta obra nos gêneros ensaio, crítica, Filosofia Política, Direito Penal, roteiro de viagem, memorial e Direito. Dentre as traduções destacamos, Madame Bovary (Flaubert, 1955, Edições Melhoramentos), No mundo encantado do arco-íris (Roger Dal, 1957, Edições Melhoramentos), A Passionata (Kurt Pahlen, 1992, Edições Melhoramentos). Publicou Um tema e três obras (ensaio sobre o plágio, 1942, Edição Panorama), Rui Barbosa para a Juventude (Guanunby, 1950), O Eterno e o Efêmero (filosofia política, 1950, Edições GRD), O Estrangeiro e a Liberdade Política (Direito Penal, Revista dos Tribunais, 1955), Festival da Neve em Bariloche (Roteiro de viagem aos Lagos do Sul, Grupo de Estudos Euclides da Cunha, 1956), Menotti Del Picchia:

Uma Obra Rara - A propósito de - O Drama do Calvário (Editoração, 1993), Ser Integralista - Não ser Integralista (Edições Guanunby, 1950), Código de Ética do Estudante (Editorial Guanunby, 1950), Código Civil Brasileiro (Editora Atlas, 1979), entre outras obras. Participou de congressos, encontros, simpósios, reuniões, proferiu conferências, ministrou cursos de Direito Agrário e prefaciou livros. Conheceu e foi amigo dos escritores Plínio Salgado - tio, Ribeiro Couto - tio, Maria Amélia Salgado Loureiro - prima, Mário Graciotti que foi casado com sua prima Eugênia Sereno, Cecília Meireles, Menotti Del Picchia, Lenita Miranda de Figueiredo, Mário de Andrade, Freitas Nobre, Paulo Duarte, Monteiro Lobato, Patrícia Galvão, Oswald de Andrade, Hernâni Donato, Alfredo Buzaid, Hélcio Carvalho de Castro, Miguel Reale, Guilherme de Almeida, Paulo Dantas, Raimundo de Menezes, Adriano Campanhole, Yone Stamato, Agripino Grieco, Adriano Nogueira e insignes nomes da Literatura Brasileira.

Ocupou relevantes cargos, dentre os quais o de Tesoureiro e 1º Secretário da Academia Cristã de Letras, 2º Tesoureiro da Academia de Letras de Campos do Jordão, Secretário da Associação Brasileira de Cultura, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Estudos Plínio Salgado, Diretor e 1º Vice-Presidente da Associação Paulista de Imprensa, Diretor Jurídico da Casa de Plínio Salgado e de Presidente e 2º Secretário do Centro de Estudos Euclides da Cunha. Foi Conselheiro da União Brasileira de Escritores, do Clube dos Bibliófilos e do Instituto Paulista de Direito Agrário. Membro Honorário da Academia de Letras da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, empossado no dia 10 de março de 1945, com a presença de Alceu Amoroso Lima. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Academia Paulistana da História, Unión Cultural Americana - Buenos Aires/Argentina, Ordem dos Velhos Jornalistas, Sociedade Brasileira de Filosofia, Centro de Cultura de Aceburgo, Academia Anapolitana de Filosofia, Ciências e Letras, Academia Pindamonhangabense de Letras, Literatura e Ensino e outras entidades. Viajou, fotografou a Antártica e recebeu diploma de Explorador del Continente Helado da Base Chlilena Antártica Teniente Marsh e Ladeco e Línea Aérea Del Cobre S.A., em 12 de outubro de 1984. Suas fotos foram publicadas, na edição nº 311, com os poemas Antártica e Pinguim de minha autoria.

Agraciado com o Colar do Centenário, comemorativo do centenário do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, em 1994; Diploma de Honra ao Mérito da Ordem dos Velhos Jornalistas, em 1991; Láurea de Reconhecimento pelo culto perene ao Direito, à Liberdade e à Justiça, da OAB-SP; Medalha D. Pedro II e diploma do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, em comemoração ao centenário de D. Pedro II, em 1994, entre os destacados prêmios. Agripino Grieco, Almeida Magalhães, Cecília Meireles, Elias Domit, Francisco Marins, Manuel Pereira do Vale, Menotti Del Picchia,Roger Bastide, Francisco Patti, Miguel de Oiacán, Mário Graciotti, Hely Lopes Meirelles, Basileu Garcia, Antonio Ferreira Cesarino Júnior, Homero Dantas, José Galvão de Souza, Freitas Nobre e outros críticos teceram elogiosos comentários sobre sua obra.

Conheci Genésio Cândido Pereira Filho, em 1987, quando frequentava as reuniões do Centro de Estudos Euclides da Cunha que eram realizadas em seu escritório. Saudosas as caravanas para a Semana Euclidiana, em São José do Rio Pardo. Ficarão para sempre na lembrança.