
A Academia Cristã de Letras celebra com alegria a conquista da acadêmica Márcia Etelli Coelho, ocupante da Cadeira nº 12, cujo poema “A Arte Poética da Medicina” foi reconhecido com o Prêmio Bernardo de Oliveira Martins como o melhor poema apresentado em 2025.
A premiação ocorreu no âmbito das tradicionais Pizzas Literárias, encontros promovidos pela Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, que reúnem profissionais da medicina com vocação literária, incentivando a produção artística e o diálogo entre ciência e sensibilidade.
A obra premiada destaca-se por sua delicadeza e profundidade ao traduzir, em versos, a prática médica como um exercício que transcende a técnica, alcançando dimensões humanas, éticas e espirituais.
A conquista de Márcia Etelli Coelho reafirma o compromisso dos membros da Academia Cristã de Letras com a excelência intelectual e a promoção da cultura, elevando o nome da instituição nos mais diversos espaços do saber.
A ACL parabeniza a acadêmica pela honrosa distinção, celebrando este encontro fecundo entre a medicina e a arte poética.
OBRA PREMIADA PELA SOBRAMES SP|: A ARTE POÉTICA DA MEDICINA
MÁRCIA ETELLI COELHO
Prêmio Bernardo de Oliveira Martins
O que é Medicina? Ciência e arte?
Doar-se ao outro no dom de servir?
Essência da vida que acolhe e reparte
o bem precioso de ser e de existir.Ciência que o Amor a transforma em artista
que vence barreiras, agrega e avança.
Uma arte que expande e se cientifica,
a força motriz da sincera esperança.Hoje eu comprovo que a saúde é dinâmica,
buscando o equilibro em diversos canais:
Remédios, abraços, palavras ou lâmina,
bastando seguir cada um dos sinais.E eu sigo vestindo a correta ciência
com trajes humanos em tons bem diversos.
E eu me permito atender com paciência
e até receitar uma prosa e alguns versos.Agora eu prescrevo um Quintana belíssimo,
captando as mensagens de cada Pessoa.
A crônica dor se ameniza em Veríssimo.
Clarice e Bomfim para quem não perdoa.Cecília alivia a ausência do ninho.
Garrett suaviza exiladas prisões.
Drummond para a pedra que entrava o caminho.
Na falta de amor, um soneto: Camões.Assim vou cumprindo a missão neste mundo,
seguindo a ciência que tanto me ensina,
mantendo um olhar mais sensível, profundo,
na arte poética da Medicina...
