Frances de Aevedo

Amado e respeitado por seus pares,
Querido e louvado por seus alunos,
O Professor Luzimar deixou saudade:
Saudade que se lê nos seus versos,
Versos de “A Poesia Usina”
Onde no Poema do Exílio (E) Da Memória
Canta sua vida de criança lá na fazenda
Do seus pais entre as montanhas das Gerais
- Sua mãe, minha prima, mãe de setefilhos –
E nesse poema, em linguagem metafórica,
Fala do ribeirãozinho, de seus sonhos de menino,
Nas imagens líquidas e frescas daquelas águas
Ladeadas de bambuzeiros...
E ao findar seu poema, ele diz:
“Sou a água levada a visitar o mundo
e a dor do menino morto
enche a minha vida de não-rio”.
Nessa esteira, o Professor Luzimar pautou sua vida,
Onde sempre buscou passar o mundo campestre:
O ar puro do campo, os animais no pasto da fazenda,
A natureza, o monjolo, o ribeirão, as árvores
Frutíferas, as brincadeiras com seus irmãos/primos
O cavalgar com seu pai pelo campo,..
As descobertas nesse cenário rural, como
A “pedra no pasto” que se lê em seu poema “Conto”
Que moldaram sua vida.
Sua sensibilidade em “O Incompreendido”
“seu apagado reconhecimento de todas as coisas”
Gritam a voz interior do poeta, suas lembranças
De infância que traçaram seus passos...
Hoje, certamente, num céu verde,
Com seus animais preferidos, cavalga com
Seu amado pai pelos pastos da eternidade...
Sua prima Frances de Azevedo
Membro da Academia Cristã de Letras
E do Movimento Poético Nacional.
O Professor Luzimar Goulart Gouvêa será homenageado no dia 11 de fevereiro/26,
com descerramento de placa à Biblioteca do Departamento de Ciências Sociais e Educação da Universidade de Taubaté.

