Iluminuras cósmicas

Na distância longínqua do mundo dos enigmas da mente, meus pensamentos, perdidos no tempo dos sonhos, navegam mares do infinito celestial, onde iluminuras estelares esteiam-se na escuridão do cosmos.Reinaldo Bressani 1 b6834

Jardins de nuances abstratas convidam-me a decifrar os encantos que deles jorram cintilantes, envoltos pelas ações cinéticas das asas da poeira cósmica. E, mergulhado nessa magia em que o pensamento habita a fímbria do horizonte entre o insano e a percepção empírica da luz que realça aquilo que os olhos veem através do imaginário, simplesmente, deixo-me vagar pelo silêncio das trevas iluminadas de lampejos coloridos que nascem do nada e se perdem no vazio da escuridão espacial infinda.

Aí, dou-me conta de que meu pensamento viaja, sim, a um templo repleto de mistérios junto aos recônditos do espaço imensurável. Templo, de cujos jardins murmuram fontes de inspirações às quais eu me alço na busca da criatividade que alimenta minhas próprias concepções... a minha arte. Daí, nasce o tema que chega fluido de cores e matizes induzentes à lógica ritualística do texto ou da poesia, agregando-lhes, não só a essência da emoção, mas, também, ao final, o poder capaz de gerar contemplação positiva. Em decorrência, nasce o poema, a crônica e tantas outras manifestações do gênero que afloram em mim, vindos através de ondas tempestivas desse mar de maravilhas, cujas marés de mistérios revelam-me os caminhos pelos quais trilha a minha pena.