by Di Bonetti
Hoje, 21 de março de 2026, Juca de Oliveira viajou para outro lado do tempo. Foi encontrar os que já partiram. A família, os amigos e os companheiros de jornada.
Deixa uma imensa lacuna. Não apenas pela perda do grande ator, mas pela partida de um homem raro, sábio, humano e profundamente verdadeiro.
Tive o privilégio de conviver com Juca na Academia Paulista de Letras, quando ali estive como jornalista e assessora de comunicação. Nossa convivência foi linda, feita de pequenos gestos que revelavam a grandeza de seu caráter.
Juca não se deslumbrava com a fama. Mantinha-se íntegro, simples, fiel à sua humanidade.
Olhava nos olhos quando falava com você.
Tratava todos como iguais.
E isso, para mim, marca verdadeiramente um grande homem.
Guardo na memória sua posse na Academia, e também a posse de Maria Adelaide Amaral, momentos que tive a alegria de registrar em fotografias que hoje se transformam em preciosas lembranças.
by Di Bonetti
by Di Bonetti
by Di Bonetti
Jamais esquecerei também a noite em que acompanhei o poeta Paulo Bomfim à estreia de Rei Lear.
Naquele dia, o palco parecia pequeno diante da grandiosidade do ator.
Juca não interpretava, ele se tornava o personagem.
Era teatro na sua forma mais alta, mais digna, mais humana.
Estréia de Rei Lear
Mas guardo comigo uma lembrança ainda mais íntima.
Em uma situação difícil, na Academia, Juca, com sua voz firme e ao mesmo tempo doce, me defendeu com elegância e coragem.
Nunca esquecerei esse gesto.
Ali vi, mais uma vez, o homem por trás do artista.
E o homem era tão grande quanto o ator.
Querido amigo,
minhas orações para que sua nova caminhada seja plena de luz.
Que seu sorriso largo e sincero continue iluminando outros planos, como iluminou tantos momentos aqui na Terra.
Você parte, mas permanece na memória, na arte, e no coração daqueles que tiveram a graça de conviver com você.
Com carinho e gratidão,
Di Bonetti
