Lázaro Piunti

Os mais antigos hão de se lembrar. A anunciada visita pastoral da suprema autoridade eclesiástica da Diocese à cidade se revestia de acontecimento peculiar.
Em ocasiões definidas ocorria a visitação episcopal.
Por exemplo: imposição do Crisma às crianças ou a celebração religiosa de eventos estabelecidos no calendário litúrgico.
O Dia da Padroeira, coincidindo com o aniversário do Município, mobilizava as associações religiosas e o Poder Público.
A confraria do “Santíssimo Sacramento”, constituída pela nata da elite local, desempenhava papel significativo. Um dos seus membros mais graduados era destacado para presidir a Comissão de Recepção, cuja honrosa missão se iniciava com a viagem até Jundiaí, para trazer a ITU o excelso Prelado Eclesiástico da Diocese. Tradicionalmente o carro oficial do Prefeito (moderno Galaxy preto), com motorista trajando terno e gravata, era cedido para o transporte de Sua excelência reverendíssima.
Na festa religiosa, incluía-se a Procissão das Velas percorrendo as alamedas centrais da urbe. Multidão incalculável acompanhava o séquito.
Entre outras agremiações da Igreja, a participação da Pia União das Filhas de Maria, Congregados Marianos, Senhoras da Associação da Virgem da Candelária, coroinhas.
Os confrades da “Irmandade do Santíssimo”, envergando a vistosa Opa Vermelha, portavam tochas acesas. E a eles cabia o privilégio de carregar o andor, pálio dourado, com o símbolo papal inserido e feericamente iluminado.
Dos acordes musicais se incumbiam os membros da incomparável Corporação Musical “União dos Artistas” (CMUA) – Banda bicampeã civil no cenário do País. Fogos de artifício, rojões em profusão, explodiam nos céus da cidade engalanada.
Após a procissão, a Missa Solene, ainda em latim, coroava a cerimônia religiosa. Eventos de piedosa Fé que a Catolicidade cultuava no cenário de uma época distante.
