Poemas da Finitude do Confrade Ives Gandra da Silva Martins da Lex Editora/2026.

Recebi, no mês de agosto de 2026, aludida obra do meu Confrade Ives. Ele ocupa a Cadeira 23 da Academia Cristã de Letras, cujo Patrono é Dom Duarte Leopoldo e Silva.
Tenho outras obras do festejado autor, não só de poesias como de prosa jurídica e não jurídica.
No jardim das letras, sabe-se que Ives Gandra escreveu mais de uma centena de livros, além de ser coautor de duzentos outros.
Nessa obra que ora dá título às minhas palavras, na quarta capa, ele assim anotou:
“Sentindo-me próximo do fim, veiculo só para familiares e amigos esta edição, que é uma preparação para encontrar o Criador e Ele me permitir ver a minha saudosa, querida e inesquecível Ruth...
Destaco dois aspectos desta sua fala: primeiramente, o de ter sido honrada com um exemplar com gentil dedicatória, onde, pois, me inserir no rol de seus amigos, o que me é extremamente prazeroso, deixando-me muito feliz. O segundo tópico é a demonstração de seu amor incondicional à amada, inesquecível e versejada esposa Ruth.
Sabe-que ela é sua musa inspiradora, como bem delineado às fls. 9 de seu livro Eu, Cantador - (2025, da Editorial Giordanus para o selo Pax/Spes) - sobre o qual tracei algumas linhas que estão publicadas no site da Academia Cristã de Letras.
Seu cantar poético é absorvente, mágico, profundo, envolvente, o que me levou a lhe dedicar este Feliz Natal, - não me recordo, agora, do ano:
Prezado Confrade/Amigo Ives Gandra: Na agenda “Mar Azul”, teus sonetos vão sendo esculpidos onde as “Lanternas do Céu”, a “Esperança” e o “Amor à Pátria”, deixando o “Cansaço”, abraçando “Ruth”, com as “Flores do bem”, aguardam pelo ”Porvir” junto à “Mãe Santíssima”, ultrapassa a “Ponte“ e “Sem Reparos” continuas sendo o eterno “Caçador dos Sonhos”. E, “Sem Tamanho”, apegado à “Velhas Lembranças”, o ”Cotidiano” se faz necessário sob os “Santos Arcanjos”! Feliz Natal e Grata pelo precioso presente. ”
O Poeta Ives é assim. Basta uma vista d`olhos em suas obras poéticas, para que Apolo se faça presente, abrindo o leque da inspiração num passe de mágica!
Bem, voltemos à Poemas da Finitude, que é dedicado a seus 6 filhos, 7 netos, genro, nora e esposo de neta.
O que o levou a escrevê-los foi um “belo caderno com um desenho do Castelo de “Xi`an”, antiga capital da China, presenteado por sua filha Angela.
A capa é a mesma de referido caderno. Os poemas são 172: o mesmo número de páginas, “com um poema escrito por dia, de 31/10/2025 a 20/04/2026”
Segundo o autor, o nome “Poemas da Finitude”, se deve aos seus 91 anos e à jaculatória que São João Paulo II aprendeu com seu pai: Estou aqui porque Tu queres, /Leva-me quando Tu Quiseres, /Salva-me porque Tu podes. À esta, ele acrescentou: “Quando morrer, leva-me para junto de Ruth. ”
Os 172 poemas devem ser lidos e reflexionados, porquanto lições preciosas de vida, amor, sentimentos, sonhos, saudades, ilusões, desafios, esperanças ...
Coragem é preciso para navegar em águas de íntimos sentimentos, onde o amor incondicional pela amada esposa foi, e sempre será, seu Norte. Assim é nosso Poeta Ives, que transita entre as letras jurídicas e poéticas, dando exemplo que a árdua seara do Direito não impede o caminhar conjunto da Poesia!
Findo, com seu poema, às fls. 69:
São anos setenta e dois
Que comecei meu namoro
E foi somente depois
Que casamos com decoro.
Minha vida de encanto,
Contigo sempre do lado,
Eu te cantei no meu canto,
Todo o tempo passado.
E quando Deus, que me deu
A beleza de te amar,
Te levou, nunca morreu
No coração teu olhar.
A saudade eu a compenso,
Na certeza que algum dia,
Te reverei sendo imenso
O que terei de alegria.
SP - 24/12/2025
Frances de Azevedo - Cadeira 39 da ACL
