Título igual. Sentimentos diferentes!

Fonte: Lázaro Piunti

     A oração nutre o espírito e a cultura alimenta a alma!  

     Dois escritores famosos produziram várias obras e, uma delas, em particular, curiosamente recebeu o mesmo nome. Estamos nos referindo ao romancista e escritor lusitano Camilo Castelo Branco e o jornalista e 13 Lazaro Jose Piunti 33f60político brasileiro Graciliano Ramos. Em épocas distintas escreveram “MEMÓRIAS do CÁRCERE”!

     CAMILO CASTELO BRANCO nasceu em Lisboa, dia 16/03/1825. Romancista, escritor, contista. Espírito inquieto - casou-se adolescente e logo se separou. Vida amorosa agitada. Mais tarde apaixonou-se por Ana Plácido, esposa de um rico brasileiro que vivia em Portugal. A aventura foi descoberta e o casal preso. Crime de adultério. Na masmorra CAMILO, inspirado pela paixão, escreveu ”Memórias do Cárcere”. Ambos, absolvidos, passaram a viver juntos. Anos depois o marido traído faleceu e Camilo e Ana casaram-se. O escritor produziu mais de 300 obras. Aos 65 anos a vida desregrada da mocidade cobrou seu preço. Ficou cego. Sem possibilidade de cura, quando o médico saia de sua casa, após consulta infrutífera, ouviu-se o estampido de um tiro. Ana acompanhava o médico até a porta e voltou-se desesperada. Camilo dera fim à vida com um tiro nas têmporas. Aos 65 anos, no dia 1º/6/1890.

     GRACILIANO RAMOS nasceu em Quebrangulo, interior das Alagoas, em 27//10/1892 e morreu no RJ, dia 20/03/1953. Aos 60 anos, fulminado por um câncer pulmonar devastador. Jovem, foi estudar no RJ. Retornou ao Nordeste, quando uma tragédia vitimou quatro irmãos. Viveu então ao lado do seu pai em Palmeira dos Índios (Alagoas). E o povo o elegeu prefeito. Realizou gestão inédita. Soltava os presos para construir e conservar estradas. Permaneceu no cargo dois anos renunciando ao mandato. Jornalista e político, a oposição o denunciou como comunista. Tempo da ditadura de Getúlio Vargas. Graciliano foi preso. Na cadeia ele ficava dias sem se alimentar, enojado com a péssima qualidade da comida e as condições horríveis da cela. A falta de higiene e o cruel desrespeito ao ser humano o inspiraram na produção da obra “MEMÓRIAS DO CÁRCERE”!  Este livro só publicado após sua morte. Outro livro da sua lavra é “Vidas Secas”. Graciliano foi também excelente tradutor de textos e obras do inglês e do francês para a nossa língua.

Lázaro Piunti - e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.