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  • Fonte: Geraldo Nunes

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Um grupo de jornalistas da Rádio Vaticano e da agência noticiosa Vatican News, teve a oportunidade de visitar os restos mortais de São Francisco, em Assis. Todos foram unânimes em classificar o momento como especial, de oração e paz interior

 Restos Mortais de S. Francisco Crédito Sala Stampa Sacro Convento Assisi Vatican News f7098Restos Mortais de S. Francisco Crédito Sala Stampa Sacro Convento Assisi Vatican News f7098

O mundo cristão, em especial, católicos e franciscanos recordam os 800 anos da morte de São Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226. Esse jubileu tem um significado espiritual profundo, especialmente para quem visita Assis, cidade localizada na Úmbria, região central da Itália, onde estão preservados os restos mortais do santo na basílica que leva o seu nome. São Francisco de Assis, é patrono de nossa Academia Cristã de Letras – ACL. Durante este mês de março fiéis peregrinos poderão, pela primeira vez, venerar os restos mortais do santo em exposição na parte inferior da basílica dedicada a ele em Assis, estima-se a presença de aproximadamente 400 mil visitantes com média diária acima de 15 mil fiéis.

O colega jornalista Silvonei José, da Agência Vatican News, entrevistou o Frei Giulio Cesareo, diretor do Escritório de Comunicação do Sacro Convento de Assis que destacou a importância de se venerar as relíquias de São Francisco não apenas por um ato de devoção popular, mas de valor teológico e cultural.  “Queremos nutrir a devoção como experiência teologicamente fundamentada no amor e na fé, a teologia não nasceu para ser difícil; nasceu para expressar com palavras a vida que nos habita”, explicou o religioso. Para Silvonei José, ficar diante dos restos mortais de um santo, e ter o sentimento de estar próximo de alguém que realmente existiu e transformou o mundo. “Não é apenas memória histórica, é um encontro com uma presença espiritual que continua a inspirar”, destacou o jornalista.

Um detalhe curioso relatado pelo colega da Vatican News, é que o túmulo de São Francisco ficou escondido por quase 600 anos para evitar o roubo de suas relíquias. Ele foi redescoberto oficialmente em 1818, o que devolveu aos peregrinos a possibilidade de se rezar diante do local onde o santo foi sepultado. Outro detalhe simbólico, é que o túmulo de São Francisco está cercado por pedras simples. “Não há mármore precioso, ouro, esculturas monumentais ou decoração exuberante, a estrutura é praticamente bruta, feita de pedra maciça, com uma grade simples protegendo a urna. Isso é surpreendente porque numa das basílicas mais importantes da Igreja, o centro espiritual dela é deliberadamente pobre”, nos disse Silvonei José em seu relato.

Esse detalhe reflete três aspectos essenciais da vida de São Francisco: Ele optou por viver sem posses, chamou a pobreza de “sua senhora” e, mesmo após a morte, seu túmulo permaneceu fiel à sua forma de viver.

 Geraldo Nunes, jornalista-historiador e escritor, é titular da cadeira 27 da Academia Cristã de Letras - ACL

 

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