Academia Cristã de Letras
Membros da Academia Cristã de Letras
Reunião mensal dos Acadêmicos dia 16 de Agosto de 2017
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Notícias

LEQUE ABERTO: novo livro de crônicas e ensaios de Raquel Naveira

LEQUE ABERTO, esse é o título de uma das crônicas do livro, referindo-se ao leque como objeto, uma lembrança materna e como símbolo de vaidade e sedução. “Leque” também é o conjunto de possibilidades, temas, referências, observações e estudos dessa coletânea.   A semioticista, crítica de arte, Professora Rita Pacheco Limberti, que escreveu o prefácio da obra, buscando um fio condutor nessa diversidade, agrupou os poemas nas seguintes partes: “Abre-se o Leque” (caminhos de autoconhecimento); “As Hastes do Leque” (assuntos dramáticos); “A Renda do Leque” (sofrimentos e dores); “Os Adornos do Leque” (leituras, quadros e música); “Fecha-se o Leque” (os labirintos interiores); “O Mofo no Leque” (textos escritos durante a pandemia) e “Epílogo”. Da primeira à última página avulta a figura…

Convite 20/10/2020: Tertúlia da Academia Cristã de Letras

Data: 20/10/2020 (terça-feira)Horário: 16 horasPalestra: “Comentários sobre o Livro ‘Um Cirurgião sob o Olhar de Deus’, de autoria do acadêmico Raul Marino Júnior” Palestrante: Helio Begliomini Plataforma Zoom – ID: 897 4545 3922Senha: 481709Acesso: https://us02web.zoom.us/j/89745453922?pwd=OHNWSjNEcEExMWJxNDNsUmJ3Ujk5dz09

Artigos

Eleições municipais: novos tempos?

Fonte: Correio Braziliense - 21/10/2020 - Caderno Opinião ''Será uma excelente oportunidade para renovar e…

A poética e a poesia

Em nosso site, o artigo Poesia É a Fala da Alma, de minha Confreira Carolina…

Boas Vindas aos Novos Acadêmicos!

A leitura dos currículos dos candidatos às Cadeiras vagas na Academia Cristã de Letras proporcionou-me…

Crônicas

Anel de Vidro

     - Raquel Naveira -      Ficava na rua 13 de maio a…

Que médica sou eu?

Márcia Etelli Coelho   Que médica sou eu? Que amenizo tantos sofrimentos, mas não consigo…

Tempos nebulosos!

Lázaro Piunti   (A Pandemia gerou o Pandemônio)! No começo disseram que deveríamos permanecer em…

Poesias

Microscopia Sentimental

Vou deslocar do meu coraçãoUma amostra genuínaEvidenciarei as rupturasE o valor puro extirpados do meu…

Coração Povoado

Márcia Etelli Coelho - 20 de Outubro: Dia do Poeta Em meu coração sempre habitam,…

Brisa mansa ao coração

Meus sonhos de amor têm asas abertas. E as asas dos meus sonhos seguem os…

Posse: 15/07/1977 - (1º ocupante)


Paulo Zingg(1917-1991)Paulo Zingg nasceu na cidade de São Paulo, em 27 de maio de 1917. Foram seus pais Alberto Zingg e Margarida Zingg, ambos franceses. Estudou no Colégio Vilalva, no Ginásio de São Bento e no Colégio Nossa Senhora do Carmo.

Aos 18 anos e após ter trabalhado no comércio ingressou no jornalismo, tendo sido registrado como professional, em outubro de 1939. Trabalhou com redator nos seguintes jornais: Ação (1935-1936); Correio de São Paulo (1937); Diário de São Paulo (1937-1943); Folha da Noite (1939-1945); Diário da Noite (1945-1946); Jornal de São Paulo (1945-1946 e 1950-1951); Correio Paulistano (1947-1950); Última Hora (1951-1953); e Diário de Notícias do Rio de Janeiro, onde assinou de 1965 a 1971, a coluna “Fogo Cruzado”. Ademais, fundou, em 1948, o jornal Folha do Povo, de Santo André, que dirigiu até 1965.

Paulo Zingg foi também diretor das revistas: “Petróleo”; “Ilustração” (1942-1945); assim como diretor da Editora Banas e da Editora Alcântara Machado Comércio & Empreendimentos, onde participou do lançamento de feiras comerciais (1958-1962); além de redator chefe da primeira revista empresarial brasileira denominada “Direção”.

Paulo Zingg teve atuação como jornalista na defesa dos aliados na II Guerra Mundial; da campanhas políticas contra a corrupção e a subversão, ligando-se desde 1962, aos militares que organizaram o movimento de 31 de março de 1964, no qual tomou parte. Outrossim, trabalhou como redator do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo; foi chefe do gabinete da Secretaria de Educação e Cultura (1949-1951); membro da Comissão de Convênios Culturais e Bolsas de Estudos (1958-1962); e organizador de promoções culturais do Guia Turístico do Município de São Paulo.

Em 1967, foi nomeado interventor do governo estadual, na Fundação para o Livro Escolar, onde restaurou seu patrimônio e empreendeu em todo o estado, a campanha do barateamento do livro didático, com a promoção de mais de 400 feiras. Em decorrência, foi eleito presidente do Conselho Diretor da Fundação para o Livro Escolar, onde atuou até 3 de janeiro de 1972. Presidiu também a primeira Semana de Estudos do Livro Escolar; foi membro da Comissão Estadual do Livro Técnico e Didático e membro da Comissão Estadual de Moral e Civismo (1962-1972).

Em 1968, participou do X Ciclo de Estudos da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, onde apresentou o trabalho: “As Elites Brasileiras e o Desenvolvimento”, tendo sido o orador da turma.

Em 1969, foi nomeado diretor do Departamento de Educação e Recreio da Prefeitura de São Paulo, onde iniciou a recuperação dos Parques Infantis e criou os Centros da Juventude.

Em outubro de 1969, foi nomeado secretário de Educação e Cultura, cargo que exerceu até março de 1971 e, novamente, de 1986-1988.

De abril a novembro de 1971, Paulo Zingg foi nomeado diretor da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, onde fez ampla e notável reforma no Departamento Pessoal.

Em 1967, como delegado da Prefeitura, foi um dos organizadores do Projeto Rondon, e, em 1970, presidente do Conselho de Representação no estado de São Paulo. Em 1972, foi convidado a ser o coordenador do Projeto Rondon em São Paulo, contudo, declinou esse convite.

Salienta-se que também desempenhou a função de diretor superintendente da S.A. Anhembi, posteriormente transformada em Paulistur S.A., onde contribuiu para a recuperação financeira dessa empresa.

Dentre as honrarias que recebeu salientam-se: título de cidadão honorário dos seguintes municípios: Botucatu, Fernando Prestes, Jundiaí, Irapuru, Osasco, e São Caetano do Sul; medalha da França Livre, concedida pelo general De Gaulle, pelos serviços prestados à causa dos aliados na II Guerra Mundial; medalha de Chevalier dos Palmes Academiques, do ministério da Educação da França; medalha cultural José Bonifácio; medalha MMDC; cruz de João Ramalho; medalha Ana Nery; colar Dom Pedro I; Colar Dom Pedro II; medalha do Pacificador; medalha Amigo da Marinha; medalha do Mérito Santos Dumont; medalha governador Pedro de Toledo; medalha Anchieta; diploma de gratidão da cidade de São Paulo, concedido pela Câmara Municipal de São Paulo; e o título de Professor Benemérito da Cidade de São Paulo, concedido pelo ensino municipal da capital, em 1977.

Paulo Zingg foi presidente da Associação Paulista de Imprensa; membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, tendo por patrono o marechal Castelo Branco; fundador e diretor da União Brasileira de Escritores, antiga Associação Brasileira de Escritores; titular da cadeira no 19 da Academia Paulista de Educação; titular da cadeira no 46 da Academia Brasileira de História; fundador, em 15 de julho de 1977, da cadeira no 34 da Academia Cristã de Letras, tendo escolhido para patrono o padre Antônio Diogo Feijó (1784-1843); membro fundador da Academia Brasileira de Jornalismo; membro da Academia Paulistana de História; Instituto de Estudos Vale-Paraibanos; Ordem dos Velhos Jornalistas; Sociedade de Cultura Latina; Pen Center de São Paulo; e Ordem de Santo Amaro. Ademais, foi diretor cultural da Associação Paulista de Propaganda e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Paulo Zingg destacou-se também como orador e foi autor de milhares de artigos sobre literatura, história e política. São de sua autoria os livros: A Europa em Guerra (1940); As Batalhas da Guerra Política (1944); O Negro no Brasil Meridional; A Cidade na Formação Política do Brasil (1945); e O Roteiro da Revolução Brasileira. Ademais, traduziu dezenas de obras, destacando-se: “História da Revolução Francesa” (em três volumes), de Albert Mithiez; “Bases da Paz Futura”, de Henry M. Wrinston; e “A Época Contemporânea”, de Maurice Crouzet, da série “História Geral das Civilizações”.

Paulo Zingg teve sua vida pautada num idealismo puro, nunca se permitindo beneficiar-se da posição privilegiada que ocupava em seu meio. Atuou, com denodo e sabedoria no campo da educação por mais de 40 anos, prestando grandes serviços, particularmente à infância e à juventude paulistana.

Foi jornalista, escritor, educador e homem público. Faleceu em 18 de julho de 1991, aos 74 anos, no Hospital Alvorada, na capital paulistas, vítima de ataque cardíaco. Seu corpo foi velado na Câmara Municipal de São Paulo e foi sepultado no Mausoléu do Jornalista, no Cemitério São Paulo.

Seu nome é honrado post-mortem na Avenida Jornalista Paulo Zingg, no Jardim Jaraguá, na zona noroeste da cidade de São Paulo, bem como na Escola Paulo Zingg, no município de Cotia; e na Escola Municipal de Educação Infantil Paulo Zingg, na cidade de São Paulo.


 Texto feito pelo acadêmico Helio Begliomini, segundo ocupante da cadeira no 10 da Academia Cristã de Letras, tendo por patronesse Marie Barbe Antoinette Rutgeerts van Langendonck.